O novo fundo de investimentos que adquiriu participação relevante nas ações da Copasa

Gestora adquiriu 5% capital social da estatal mineira e outros 5% de instrumentos derivativos que garantem o direito de aquisição
Foto mostra a fachada da Copasa
Privatização da Copasa foi formalmente proposta pelo governo de Minas. Foto: Copasa/Divulgação

O fundo Perfin adquiriu uma participação relevante no capital da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Com a compra de 19.052.527 ações ordinárias, a gestora passou a deter 5,01% do capital social da empresa.

De acordo com o comunicado ao mercado, os fundos Perfin compraram 230 mil ações ordinárias, quantidade que, somada à posição já existente, eleva a participação total para mais de 19 milhões de papéis. Além da fatia acionária, a gestora também informou deter instrumentos derivativos que garantem o direito de aquisição de aproximadamente 5% adicionais do capital da companhia. Com esses contratos, a exposição da Perfin alcança cerca de 10% do capital social da estatal mineira.

A gestora declarou, na sexta-feira (29), que a participação tem caráter exclusivamente de investimento, “sem objetivo de alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da Copasa”. Além da posição em ações e derivativos, os fundos informaram não possuir outros valores mobiliários ou contratos relacionados à companhia, excetuando apenas um acordo de governança entre determinados fundos administrados pela Perfin Infra.

A movimentação da Perfin ocorre em meio às discussões sobre o futuro da Copasa e a possibilidade de privatização da companhia. Em novembro de 2023, o governador Romeu Zema (Novo) enviou à Assembleia Legislativa projeto que busca autorização para a desestatização da estatal. O texto prevê a alienação de ações ou aumento de capital com renúncia de direitos de subscrição por parte do Estado.

Atualmente, a Constituição mineira prevê a necessidade de referendo popular para privatizações de empresas como Copasa e Cemig. O governo apresentou uma proposta de emenda constitucional para retirar essa obrigatoriedade no caso da Copasa, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia.

O interesse do setor privado também acompanha o debate. A Aegea, maior operador privado do setor de saneamento no país, já manifestou disposição em disputar um eventual leilão de venda da estatal mineira. O CEO da empresa, Radamés Casseb, declarou que acompanha os desdobramentos e que pretende participar caso o processo de privatização seja aprovado.

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