O que diz nova análise da XP Investimentos sobre a privatização da Copasa

Corretora fez projeções otimistas quanto a eventual desestatização da empresa mineira de saneamento
Estação de tratamento da Copasa em Divinópolis
Governo de Minas quer usar verba da privatização da Copasa em refinanciamento da dívida. Foto: Copasa/Divulgação

A XP Investimentos acredita que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) tem mais de 50% de chances de ser privatizada até março do ano que vem. A projeção consta em documento elaborado pela corretora para atualizar investidores internacionais quanto ao cenário econômico brasileiro. O material foi divulgado nesse domingo (12).

Segundo estimativa da XP, as ações da Copasa, ainda enquanto empresa estatal, podem valer R$ 41,60 no ano que vem. Assim, a empresa, hoje avaliada em cerca de R$ 12,7 bilhões, teria valor de mercado estimado em R$ 15,8 bilhões.

Caso a estatal de saneamento tenha valuation de R$ 15,8 bilhões no ano que vem, a desestatização poderia render cerca de R$ 7,5 bilhões para Minas Gerais. Atualmente, nas contas do Palácio Tiradentes, a negociação geraria lucro de R$ 4 bilhões para o erário, a serem integralmente usados no pagamento da dívida com a União ou em obrigações atinentes ao refinanciamento.

Ao apontar a possibilidade de a privatização acontecer até março do ano que vem, a XP cita o avanço, na Assembleia Legislativa (ALMG), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a necessidade de referendo popular para a concretização da negociação. 

O texto foi aprovado por uma comissão especial na semana passada e já está pronto para ser votado em 1° turno no plenário, o que só deve acontecer após a equipe técnica da Casa dirimir dúvidas quanto aos termos do decreto que estendeu prazos relacionados ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

“Com a emenda que dispensa a necessidade de referendo para a privatização da Copasa prestes a ser aprovada, enxergamos a privatização da Copasa avançando rapidamente e, portanto, acreditamos que as chances de desestatização são agora > (maiores que) 50% até 26”, escreve a equipe da XP, no memorando. 

Na visão dos consultores, a compra de ações da Copasa, neste momento, é um movimento aconselhável.

Metade das ações

O governo de Minas Gerais tem posição de 50,03% na estrutura da Copasa. O modelo a ser adotado na operação de venda das ações ainda não está definido, mas o estado já cogita opções.

Uma das hipóteses consideradas é seguir o caminho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e adotar o follow on, oferecendo uma nova rodada de títulos na Bolsa de Valores.

O modelo de M&A, ocorrido sobretudo em caso de fusões e aquisições, também está na mira. Essa estratégia permite, ainda, a venda de percentual para outra companhia, por meio de lance dado em leilão. Outra possibilidade é a construção de acordo com um parceiro estratégico.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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