Como cinco pré-candidatos ao Senado avaliam o quadro eleitoral em Minas

Pré-candidatos cobram decisões sobre alianças e candidaturas ao governo durante congresso da AMM em Belo Horizonte
Foto: Divulgação O Fator

Pré-candidatos ao Senado Federal por Minas Gerais intensificaram, nesta quarta-feira (6), a cobrança por definições nas articulações para as eleições deste ano. Durante o 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), em Belo Horizonte, nomes ligados à esquerda e à direita mineira pediram por batidas de martelo sobre candidaturas ao governo e tentaram consolidar seus espaços nas composições.

Nome do PT à Casa Alta do Congresso Nacional, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, por exemplo, ressaltou ainda acreditar na possibilidade de o senador Rodrigo Pacheco (PSB) disputar o governo. Ela tratou como positivo o fato de ele ainda não ter descartado a candidatura.

“Se está indefinido, é porque ainda tem esperança de que ele venha a ser o nosso pré-candidato”, almejou.

Marília também buscou reduzir os sinais de desgaste entre setores do PT e Pacheco após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que gerou críticas ao senador nos bastidores. Aliado do parlamentar de Minas, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é apontado por partidários de Lula como um dos esteios da articulação que culminou no veto a Messias.

“A posição oficial do PT, da nossa presidente Leninha, é continuar firme com a pré-candidatura de Rodrigo”, garantiu.

Cautela de Aro

No que diz respeito à federação formada por PP e União Brasil, o ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP) evitou aprofundar divergências internas sobre o eventual apoio da coalizão à reeleição do governador Mateus Simões (PSD).

Enquanto o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), já sinalizou alinhamento ao projeto do governador, o prefeito de Belo Horizonte e presidente estadual da federação, Álvaro Damião (União), mantém discurso de indefinição.

“Tenho deixado essa discussão para dentro de casa. É uma discussão que nós vamos travar dentro do partido”, contemporizou.

O pré-candidato também não quis tensionar a filiação do senador Carlos Viana ao PSD e afirmou que pretende concentrar seu discurso em propostas.

“Quem está preocupado agora com articulação política, com partido, são vocês da imprensa e alguns políticos. O povo, não”, pontuou.

Diagnóstico de ‘demora’

O otimismo de Marília contrasta com a visão da ex-deputada federal Áurea Carolina, pré-candidata da federação Psol-Rede ao Senado. Ela apontou “demora” por parte do senador e classificou a situação como “muito ruim” para a esquerda.

Ao mesmo tempo, Áurea tenta construir pontes junto ao PT na disputa pelas vagas no Senado.

“No que depender de mim, percorreremos as cidades mineiras juntas”, declarou, em menção a Marília.

O Psol e a Rede, cabe ressaltar, avaliam a possibilidade de apoiar Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, na disputa pelo Executivo.

Lideranças da federação têm conversas avançadas com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que é apontado como possível alternativa para a disputa ao Palácio Tiradentes.

Em aberto

Já o presidente estadual do PL em Minas, o deputado federal Domingos Sávio espera que a legenda decida em breve o caminho que seguirá na disputa estadual. À mesa, estão três possibilidades: apoio a Mateus Simões, aliança com Cleitinho ou a apresentação de uma candidatura própria.

“Isso não pode passar de maio, na minha avaliação”, sentenciou, lembrando que sua pré-candidatura ao Senado já foi oficializada pela cúpula nacional dos liberais.

O leque de opções do PL para uma eventual chapa própria tem os nomes do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, e do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli.

Apesar dos diferentes caminhos considerados, Sávio afirmou que o risco não está na existência de mais de uma alternativa competitiva à direita, mas na demora para uma definição.

“O que não pode ocorrer é a gente perder o timing”, completou.

Quem também busca espaço no mesmo campo político é o influenciador Marco Antônio Costa (Novo). Conhecido como “Superman”, o comunicador assegurou ser o o único pré-candidato “verdadeiramente de direita” ao Senado em Minas e classificou nomes como Domingos Sávio, Carlos Viana e Marcelo Aro como “representantes do Centrão”.

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Como cinco pré-candidatos ao Senado avaliam o quadro eleitoral em Minas

Com letras maiúsculas, Dino ameaça responsabilizar chefes de tribunais e MPs por liberação de penduricalhos

O projeto que une, da esquerda à direita, a bancada mineira na Câmara

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse