O que explica a pausa na tramitação da lista de imóveis que Zema quer oferecer à União

Análise da proposta na Assembleia de Minas deve ser retomada após aval em 1° turno a outra proposta de interesse do governo Zema
A Cidade Administrativa
Sede do governo do estado, Cidade Administrativa pode ser entregue à União. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O projeto de lei que autoriza o governo de Minas Gerais a repassar imóveis à União e, assim, amortizar a dívida pública estadual, só deverá voltar a andar na Assembleia Legislativa (ALMG) na semana que vem, segundo apurou O Fator

A paralisação temporária da tramitação da proposta acontece porque deputados aliados de Romeu Zema (Novo) escolheram priorizar, nesta semana, a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a necessidade de referendo popular para a venda da Companhia de Saneamento (Copasa). Os esforços estão concentrados na garantia de quórum suficiente para votar o texto em 1° turno já nesta quinta-feira (23).

A proposição que autoriza a cessão das edificações está na Comissão de Administração Pública da Casa. O relator, Rodrigo Lopes (União Brasil), já apresentou parecer defendendo mudanças na relação de terrenos a serem ofertados ao governo federal. Entre adições e exclusões, o documento, antes com 343 itens, passou a conter 259. O substitutivo com as mudanças ainda carece de aval do colegiado.

Na lista, são citados locais como a Cidade Administrativa, o Hospital Risoleta Neves e o Colégio Estadual Central, todos em Belo Horizonte. Imóveis ligados ao patrimônio da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) foram retirados por Lopes. A pedido do Executivo estadual, a relação passou a apontar, como imóvel passível de cessão, o edifício-sede da Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

A transferência das escrituras imobiliárias é uma das possibilidades dadas pelo Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). O arcabouço federal permite que até 20% das dívidas das unidades da federação sejam descontadas por meio da federalização de ativos. Nesta conta, além dos imóveis, entram, por exemplo, as empresas estatais.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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