O cálculo de deputados aliados de Zema para votar PEC da Copasa ainda nesta semana

Projeto, que elimina necessidade de referendo popular prévio à privatização da estatal, é prioridade do governo estadual
Agência da Copasa em BH
Governo Zema tenta viabilizar a privatização da Copasa. Foto: Copasa/Divulgação

Deputados aliados do governador Romeu Zema (Novo) articulam uma estratégia para garantir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a necessidade de referendo popular para a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) seja votada ainda nesta semana. O objetivo, segundo apurou O Fator, é viabilizar a apreciação em 1° turno na tarde de quinta-feira (23).

Sem quórum suficiente para instalar a reunião plenária marcada na manhã desta terça-feira (21), os parlamentares da base conseguiram, à tarde, iniciar a contagem das sessões exigidas para levar a PEC ao plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Embora deputados da oposição mantenham a obstrução, o regimento da Assembleia permite que propostas sejam votadas a partir do sétimo encontro em que constam na pauta. 

Assim, se o governo assegurar presença mínima de parlamentares em sessões no fim da tarde desta terça, em três reuniões nesta quarta-feira (22) e em mais uma na manhã de quinta, será possível colocar a PEC em votação em 1° turno ainda no penúltimo dia útil da semana.

As duas proposições vinculam, ainda que indiretamente, a privatização da Copasa ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). De acordo com os textos, os recursos arrecadados com a venda da empresa terão de ser aportados no pagamento da dívida mineira com a União. A PEC, inclusive, abre brecha para o uso do dinheiro no cumprimento de contrapartidas exigidas pelo Propag, como investimentos em infraestrutura.

Números mágicos

Para ser aprovada, a PEC do fim do referendo precisa do aval de ao menos 48 deputados em cada um dos dois turnos. 

Já para garantir a abertura das próximas cinco sessões que vão anteceder a votação da matéria, a base governista terá de contar com a presença em plenário de, no mínimo, 26 parlamentares.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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