Presidido em Minas Gerais pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Wellington Magalhães, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) passa por um processo de reposicionamento de marca. A sigla PMB foi abandonada e a legenda, agora, atende pelo nome de O Democrata.
A mudança, embora tenha sido formalizada junto à Justiça Eleitoral em dezembro, ainda não está completa. O perfil de O Democrata no Instagram, por exemplo, segue atrelado ao usuário “pmbnacional”.
Como O Fator já mostrou, Magalhães assumiu o comando do diretório estadual do partido, ainda batizado como PMB, em novembro do ano passado. O mandato dele à frente da Executiva vale até 12 de maio.
Mesmo afastado das urnas, Magalhães segue politicamente ativo. Nos bastidores, ele é conhecido por atuar, por exemplo, na prospecção de lideranças que podem compor chapas legislativas.
Na Justiça
No ano passado, a Justiça determinou o arquivamento de uma ação que acusava Magalhães de agressão. A peça foi ajuizada pela ex-esposa do ex-parlamentar.
A acusação de agressão foi formalizada em 2024, por Kelly Jaqueline Maciel Pinto. Um laudo da Polícia Civil apontou a presença de manchas roxas no braço e na coxa na ex-esposa do cacique partidário. Magalhães, que nega o ataque a Kelly, chegou a receber do Judiciário a ordem para deixar a casa que dividia com a mulher. Posteriormente, uma decisão que ordenou a reintegração de posse do imóvel, devolvendo a ele a possibilidade de morar na residência.
Wellington Magalhães, cabe lembrar, teve o mandato de vereador cassado em 2019, por quebra de decoro parlamentar. A denúncia apresentada em plenário apontava a incorrência do parlamentar em fraude licitatória e improbidade administrativa.
