Os dois grupos que se credenciaram para participar do leilão de privatização da Copasa

Etapa prévia à desestatização terminou na sexta-feira (8); players nacionais devem polarizar disputa
A fachada de prédio da Copasa
Governo de Minas conduz etapas rumo à privatização da companhia. Foto: Copasa/Divulgação

Dois grupos se credenciaram para apresentar propostas pela fatia majoritária da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa): a Aegea e a Sabesp, cuja controladora é a Equatorial. As companhias encaminharam a documentação dentro do tempo de etapa prévia à privatização da empresa. Esse estágio terminou na sexta-feira (8).

A informação sobre o credenciamento de Aegea e Sabesp foi inicialmente publicada pelo Valor Econômico e confirmada por O Fator. Como a reportagem havia antecipado, os dois grupos nacionais sinalizaram ao mercado nas últimas semanas que pretendem fazer ofertas pelos 30% da Copasa que o governo mineiro pretende negociar junto a um investidor de referência.

A etapa prévia teve a participação da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. As interessadas tiveram de enviar, por exemplo, uma carta de fiança de R$ 7 bilhões, e um histórico comprovando investimentos prévios de mais de R$ 6 bilhões em áreas ligadas à infraestrutura.

Como O Fator mostrou, interlocutores a par do processo de privatização tinham a expectativa de que a oferta fosse lançada ao mercado já na semana passada. 

A previsão, contudo, acabou não se concretizando. Segundo fontes, a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levar diretamente para o plenário da Corte a discussão em torno de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona a desestatização ajuda a explicar o fato de a estimativa ter ficado apenas no papel. Fux decidiu não expedir medida cautelar sobre o tema, passando de forma automática ao julgamento do mérito.

O fato de o Tribunal de Contas do Estado (TCE) seguir analisando o caso também foi apontado como motivo.

As bases do processo de privatização

Atualmente, o Executivo estadual possui 50,03% da Copasa. O modelo tido como mais provável para a privatização tem, além dos 30% destinados ao investidor-âncora, cláusula prevendo a negociação de mais 15% do poder público de forma fracionada no mercado. Os outros 5% continuariam sob posse do governo.

Tido como pouco possível, o plano B é, na prática, a transformação da empresa de saneamento em uma corporation. Nele, o Executivo teria autorização para alienar até a totalidade de suas ações.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

As conversas de Pacheco com petistas de Minas — e a espera por reunião com Edinho

Comissão processante da Câmara de Valadares aprova relatório e avança em processo de impeachment de Coronel Sandro

Cemig teve lucro líquido de quase R$ 1 bi no primeiro trimestre

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse