Interlocutores do PT de Minas Gerais garantem que os diálogos com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) continuam mesmo diante da indefinição sobre uma candidatura dele ao governo de Minas Gerais. Nesta semana, Pacheco conversou com os deputados federais Rogério Correia, Reginaldo Lopes e Paulo Guedes. Também houve debate com a presidente do diretório estadual da legenda, a deputada estadual Leninha.
Na segunda-feira (11), Pacheco deve voltar a tratar do seu futuro com o presidente da executiva nacional do PT, Edinho Silva. O ex-prefeito de Araraquara (SP) manteve conversas com o senador nos últimos dias, afastando especulações de bastidores de que o político do PSB teria se distanciado das articulações sobre o Palácio Tiradentes.
A O Fator, um componente do PT afirmou que segue conversando com Pacheco sobre a possibilidade de o ex-presidente do Congresso concorrer ao Executivo estadual. Segundo essa fonte, os diálogos têm sido “animadores”.
Mesmo diante a manutenção dos diálogos nos bastidores, o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido no estado deve retomar conversas nesta terça-feira (12) para traçar opções a Pacheco.
Uma ala do PT, contudo, acredita que não haverá grandes avanços na data. “Sigo apostando e torcendo que ele virá, mas vamos construir alternativas caso não venha”, afirmou outro integrante da legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os nomes ventilados para substituir Pacheco caso a negociação não tenha desfecho positivo para os petistas estão o do ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT); o do ex-presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB); e o do empresário Josué Gomes (PSB), filho de Josué Alencar, vice-presidente de Lula nos dois mandatos anteriores ao atual. Nesta semana, Josué esteve ao lado do ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, outro cotado para ocupar o posto, caso Pacheco desembarque.
Uma possível viagem de Edinho Silva a Minas Gerais para conversar com lideranças políticas do estado pode ocorrer já na próxima semana. Na agenda, tanto Alexandre Kalil quanto Gabriel Azevedo aparecem entre os nomes que o petista pretende procurar durante a passagem por Minas.
Gabriel ganha musculatura
Membros do PT confirmaram a O Fator que a expectativa era de que Rodrigo Pacheco anunciasse sua candidatura durante a Marcha dos Prefeitos, entre os dias 18 e 20 deste mês. Nos últimos dois dias, porém, começou a circular entre lideranças partidárias a avaliação de que o senador teria recuado do plano.
A notícia acelerou os movimentos internos. Petistas tentaram intensificar conversas com Kalil, em uma tentativa de manter viva a alternativa do ex-prefeito na disputa estadual. O problema é que, segundo relatos de bastidores, a resistência ao nome dele segue alta entre partidos aliados. No PV, há um temor de que a campanha ao lado do pedetista seja alvo de resistência no interior, como aconteceu em 2022, quando Romeu Zema (Novo) venceu ainda no 1° turno.
Nesse cenário, Gabriel Azevedo ganhou força. A avaliação de dirigentes de esquerda é que a participação dele no congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM) repercutiu de forma muito positiva entre prefeitos e lideranças políticas. Reservadamente, aliados afirmam que Gabriel “foi muito bem” no evento, enquanto Kalil teria desagradado parte das lideranças pelo tom ríspido adotado.
Dentro de partidos como PCdoB, PV e PSB, a resistência a Kalil é praticamente consenso. Ainda assim, uma ala do PT segue tentando sustentar a viabilidade do ex-prefeito.
