Os reforços mineiros na defesa de Daniel Vorcaro

Dois advogados de MG integram equipe que defende o banqueiro na Justiça; Vorcaro foi preso pela PF na última segunda-feira (17)
A investigação apura fraude envolvendo créditos consignados fictícios e notas comerciais fraudulentas. Foto: Esfera/Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, preso na segunda-feira (17), recebeu dois reforços mineiros em seu time de defensores. Os advogados Sérgio Leonardo e Ciro Soares integram a equipe de sete juristas que protocolou habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) solicitando a revogação da prisão do dono do Banco Master.

Sérgio Leonardo deixou a presidência da seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) em dezembro de 2024. O advogado atua em parceria com Marcelo Leonardo, seu pai, e integra o círculo de criminalistas mais atuantes do país. Ciro Soares, mineiro de origem, mantém presença na Bahia e em casos de grande envergadura em Brasília. Completam o time Pierpaolo Botini, Roberto Podval, Daniel Romeiro, Stephanie Barani e o polêmico Walfrido Warde.

Vorcaro, que é mineiro, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, durante embarque para os Emirados Árabes Unidos. A investigação apura fraude envolvendo créditos consignados fictícios e notas comerciais fraudulentas. O esquema, que tramita sob segredo de justiça na 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, teria movimentado R$ 16,7 bilhões entre julho de 2024 e outubro de 2025.

Defesa

O habeas corpus contesta a fundamentação da prisão preventiva. A defesa aponta que a decisão se apoiou em termos genéricos como “gravidade” e “sofisticação” do esquema, sem apresentar elementos concretos que justifiquem o encarceramento.

Segundo os defensores, Vorcaro viajava para Dubai com propósito de assinar contrato de venda do Banco Master à Fictor Holding e a investidores emiradenses, negociação previamente informada ao Banco Central. A parada em Malta responderia a uma necessidade logística de reabastecimento, já que a aeronave não possui autonomia para o trajeto direto.

Os advogados sustentam que o banqueiro não tinha conhecimento de medida cautelar no momento do embarque, descartando caracterização de tentativa de fuga. Destacam ainda que Vorcaro mantém família no Brasil, com dois filhos menores, além de amigos e negócios no país.

A defesa questiona também a inclusão tardia do risco de fuga como justificativa para manter a prisão, após não ter fundamentado a decisão original de encarceramento, apontando violação ao princípio da reformatio in pejus.

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