Dois dias depois de o Republicanos divulgar uma nota oficial descartando uma candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais, o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, passou a apresentar uma versão diferente sobre o episódio.
Em conversa com O Fator nesta sexta-feira (31), Euclydes afirmou que o senador “sempre esteve aberto” à candidatura e que a demora para uma definição ocorreu em razão do período de luto pela morte do irmão, Matheus.
Na nota, o Republicanos apontava que “o que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”. Ainda conforme o texto, que tem as assinaturas de Pettersen e do presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, “a candidatura nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la”.
Ao minimizar o tom da nota, Pettersen garantiu que não teve grande participação nas conversas com partidos como PL, União Brasil e PP, que passaram a cogitar uma candidatura de Marcelo Aro (PP) ao Palácio Tiradentes como opção a Cleitinho. O dirigente alegou que apenas conduziu tratativas sobre uma alternativa para impedir que o Republicanos fosse prejudicado pela indefinição do correligionário.
Pressão do PL
Como O Fator mostrou, embora nacionalmente parte do PL defenda uma composição com Aro, lideranças do partido pressionam a sigla a insistir por Cleitinho. Entre os que mantém o senador como plano A estão o deputado federal Nikolas Ferreira (MG) e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), que disputará a Presidência da República.
Ainda na quarta-feira (29), horas após a nota do Republicanos, Cleitinho convocou uma entrevista coletiva em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado. Lá, confirmou pela primeira vez a intenção de disputar o governo. Nessa quinta-feira (30), acompanhado de Luís Eduardo Falcão, correligionário e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), ele viajou a São Paulo para conversar com Marcos Pereira e tentar demovê-lo da decisão de retirar a candidatura.
A conversa com Pereira terminou sem resolução para o impasse. Segundo a equipe de Cleitinho, uma nova agenda foi marcada para o sábado (1°).