O diretório nacional do Podemos decidiu, nesta terça-feira (24), brecar a entrada do ex-deputado federal Eduardo Cunha no partido. A definição mantém a deputada federal Nely Aquino no comando do partido em Minas Gerais.
No entendimento da cúpula da legenda, a entrada de Cunha geraria a saída de filiados ligados à “Família Aro”, grupo político liderado pelo secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, do PP. Pesou a avaliação de que o desembarque em massa da ala de Aro enfraqueceria as chapas do Podemos, bem como as instâncias institucionais do partido.
A O Fator, Nely Aquino comemorou a decisão da cúpula da sigla.
“Eu tinha total tranquilidade de que tudo daria certo. Sempre cumprimos com a (Executiva) nacional, sempre fomos leais ao partido. Temos um projeto sólido aqui em Minas, construído com seriedade, e isso fala por si só”, disse.
Cunha, que é pré-candidato a deputado federal pelo estado, chegou a acertar a permanência no Republicanos no fim de fevereiro, mas desgastes com o grupo do senador Cleitinho Azevedo o fizeram reavaliar a situação e procurar o Podemos. Um eventual embarque do ex-presidente da Câmara dos Deputados estaria condicionado à ascensão dele ao posto de presidente estadual.
A permanência de Nely no comando do Podemos, além de manter o planejamento no que diz respeito à montagem das chapas legislativas, preserva a agremiação no arco de alianças em torno das pré-candidaturas de Aro ao Senado Federal e do governador Mateus Simões (PSD) à reeleição.
Para interlocutores ligados ao Republicanos, a tendência é que Cunha permaneça no partido. Ele é visto como importante para as chapas da sigla.