Os projetos prioritários para Simões na Assembleia de Minas

Executivo estadual pretende aprovar os textos até abril; prazo para aval a um deles é apertado por causa da Legislação Eleitoral
O governador Mateus Simões em reunião com o presidente da ALMG, Tadeu Martins
O governador Mateus Simões e o presidente da ALMG, Tadeu Martins. Foto: Alexandre Netto

A lista de projetos que tramitam na Assembleia Legislativa (ALMG) e são considerados importantes pelo governo de Minas Gerais tem outros dois itens além da recomposição salarial de 5,4%, aprovada em 1° turno nesta terça-feira (24) e prevista para ser votada em caráter definitivo na quinta-feira (26): o texto que mexe nas regras para o pagamento de gratificações a servidores da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e a proposta que autoriza o repasse de imóveis estaduais para abater a dívida com a União.

O Executivo estadual quer conseguir sinal verde aos textos em abril. No caso da proposta relacionada às gratificações, o prazo, assim como a reposição salarial, termina no próximo dia 3, visto que a Legislação Eleitoral impede a concessão de vantagens remuneratórias seis meses antes do pleito.

Nesta terça-feira (24), a propósito, o governador Mateus Simões (PSD) fez uma visita de cortesia ao presidente do Legislativo, Tadeu Leite (MDB). O encontro, contudo, não serviu para abordar especificamente nenhum dos projetos de interesse do governo, sendo parte da agenda de visitas institucionais do pessedista a chefes de Poderes.

O que dizem os projetos?

A proposição sobre as gratificações foi apresentada pelo governo para regularizar os aumentos anuais da Gratificação de Estímulo à Produção (Gepi), paga a auditores e gestores fazendários. A bonificação vinha sendo reajustada anualmente por meio de normativa do Executivo, mas em novembro do ano passado o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que reajustes do tipo dependem de lei.

O objetivo do projeto, que tramita em 1° turno nas comissões da Casa, é adequar a situação dos servidores da Fazenda estadual à regra disposta pelo STF.

“Se o projeto da Gepi não for votado, os servidores serão profundamente prejudicados e podem ser obrigados a devolver dinheiro ao longo dos anos”, disse Simões, nesta terça-feira, na Assembleia.

O texto dos imóveis, por seu turno, está relacionado ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). O objetivo do Palácio Tiradentes era federalizar 343 edificações — entre elas a Cidade Administrativa e o Palácio Tiradentes. Os dois prédios acabaram retirados da relação durante a tramitação na Assembleia. A lista, que carece de análise em 2° turno em plenário, acabou reduzida a cerca de 210 locais.

Ao assinar a adesão ao Propag, Minas sinalizou ao governo federal que o repasse de imóveis estaduais poderia reduzir cerca de R$ 1,94 bilhão da dívida, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.

“O ano eleitoral é sempre um ano que temos de tratar com cuidado na relação com a Assembleia, porque é um ano de tensionamentos. A gente correu muito no final do ano passado e no começo deste ano para que tivéssemos uma pauta mais amena, até para proteger os deputados de uma exposição desnecessária”, explicou Simões.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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