Belo Horizonte manteve a quinta posição no ranking das maiores economias do país, que avalia o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios. Apesar de ter ampliado a participação nacional (0,1 p.p.), o aumento não foi suficiente para ultrapassar Maricá, no Rio de Janeiro, cidade impulsionada pela atividade de petróleo e gás.
Nos últimos anos, a capital mineira, que figurava na 4ª posição, perdeu espaço para a cidade fluminense. Maricá, aliás, ocupava a 354ª posição em 2002, com PIB de R$ 512,2 milhões, e chegou ao quarto lugar após um forte ciclo de expansão associado à indústria extrativa. Os municípios com extração e refino de petróleo são os que mais crescem no país.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da pesquisa PIB dos Municípios, que analisa informações de 2023.
Segundo o IBGE, Belo Horizonte respondeu por 1,2% da riqueza produzida no Brasil em 2023, o mesmo percentual registrado por Maricá, Manaus e outras capitais, mas com valor absoluto inferior ao do município fluminense.
O levantamento mostra que dez cidades concentraram cerca de um quarto da economia brasileira em 2023.
Os 10 maiores PIBs do país (valor absoluto e participação)
- São Paulo (SP): R$ 1,06 trilhão (9,7%)
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 418,4 bilhões (3,8%)
- Brasília (DF): R$ 365,6 bilhões (3,3%)
- Maricá (RJ): R$ 134,0 bilhões (1,2%)
- Belo Horizonte (MG): R$ 130,1 bilhões (1,2%)
- Manaus (AM): R$ 127,6 bilhões (1,2%)
- Curitiba (PR): R$ 120,0 bilhões (1,1%)
- Osasco (SP): R$ 119,4 bilhões (1,1%)
- Porto Alegre (RS): R$ 104,7 bilhões (1,0%)
- Guarulhos (SP): R$ 97,5 bilhões (0,9%)
Capitais avançam
No período analisado, as capitais avançaram sobre as demais cidades. A participação conjunta das cidades que não são capitais recuou de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023, enquanto as capitais ampliaram a fatia de 27,5% para 28,3%. O IBGE atribui esse movimento, em parte, à recuperação do setor de serviços após o período mais agudo da pandemia.
PIB por habitante
Apesar de figurar entre as cinco maiores economias do país em termos absolutos, Belo Horizonte não apresenta o mesmo desempenho quando o indicador analisado é o PIB per capita.
A capital mineira não aparece entre os 25 municípios com maior renda por habitante e tampouco entre os destaques nacionais nesse recorte. Entre as capitais, apenas Brasília e Manaus registraram PIB per capita acima da média nacional em 2023, de R 53,9 mil.
Em Minas Gerais, o maior destaque no indicador de PIB per capita foi Extrema, no Sul do estado, que aparece na 10ª posição, com R$ 377,8 mil. O desempenho do município mineiro está associado ao peso do comércio e da indústria de transformação. Entre as mineiras, também figuram na lista Indianápolis, Catas Altas e São Gonçalo do Rio Abaixo.
O ranking nacional de PIB per capita foi liderado por Saquarema, no Rio de Janeiro, com R$ 722,4 mil por habitante, valor impulsionado pela exploração de petróleo e gás. A média nacional ficou em R$ 53,9 mil.
Na outra ponta, o IBGE identificou que quatro dos cinco menores PIBs per capita do Brasil estão no Maranhão. O menor valor foi registrado em Manari, em Pernambuco, com R$ 7.201,70 por habitante. Nina Rodrigues, Matões do Norte, Cajapió e São João Batista completam a lista, todos com valores abaixo de R$ 8,3 mil.
Maiores PIBs per capita
- Saquarema (RJ) – R$ 722.441,52
- São Francisco do Conde (BA) – R$ 684.319,23
- Maricá (RJ) – R$ 679.714,48
- Paulínia (SP) – R$ 606.740,73
- Presidente Kennedy (ES) – R$ 537.982,68
- Ilhabela (SP) – R$ 424.535,26
- Santa Rita do Trivelato (MT) – R$ 409.443,67
- Louveira (SP) – R$ 388.732,46
- São João da Barra (RJ) – R$ 382.417,42
- Extrema (MG) – R$ 377.790,63
- Gavião Peixoto (SP) – R$ 369.126,50
- Santo Antônio dos Lopes (MA) – R$ 362.455,53
- Indianópolis (MG) – R$ 348.422,72
- Queiroz (SP) – R$ 335.620,33
- Selvíria (MS) – R$ 330.535,28
- Muitos Capões (RS) – R$ 330.080,63
- Campos de Júlio (MT) – R$ 329.299,37
- Catas Altas (MG) – R$ 325.175,25
- Santo Antônio do Leste (MT) – R$ 320.476,29
- São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) – R$ 317.824,61
- Cajamar (SP) – R$ 312.708,11
- Arraial do Cabo (RJ) – R$ 301.277,15
- Tasso Fragoso (MA) – R$ 295.272,88
- Ipiranga do Norte (MT) – R$ 278.315,70
- Nova Ubiratã (MT) – R$ 276.222,60