O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), não vai partir para o confronto com Cleitinho Azevedo (Republicanos) mesmo que ainda não tenha rompido os dois dígitos na maioria das pesquisas sobre a disputa estadual.
Segundo apurou O Fator, a campanha decidiu concentrar esforços em aumentar a taxa de conhecimento de Simões, com uma ofensiva de comunicação para ampliar sua exposição e fazê-lo avançar na corrida. O entendimento é de que, diante da necessidade de ampliar o conhecimento do pessedista, não há sentido em ocupar tempo de divulgação com críticas a um rival.
Para levar Simões ao 2° turno, o partido mira o contingente de eleitores que ainda não cristalizou sua escolha. A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (11) dimensiona o desafio. Cleitinho aparece com 37% das intenções de voto, enquanto Simões tem 4%. No cenário espontâneo, 53% dos entrevistados não citam nenhum candidato, sinal de que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não tomou partido.
Segundo lideranças do PSD ouvidas pela reportagem, a aposta é que a aproximação da eleição, aliada a uma presença mais ostensiva de Simões, favoreça uma migração gradual de votos de indecisos conforme o eleitor se envolva com a disputa.
A estratégia passa por uma reestruturação da campanha e pelo reforço da comunicação, com maior presença do governador, divulgação de propostas e exposição de entregas que a atual administração considera positivas.
A mudança começa a aparecer também nas agendas e nas redes sociais. Nesta quarta-feira (16), Simões participa de um encontro com jovens e lideranças universitárias. A aproximação com esse público e o reforço da presença digital já haviam sido antecipados por O Fator como apostas do PSD.
No PSD, a referência para o movimento é a trajetória de Fuad Noman na eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte, em 2024. O então prefeito também partiu de um cenário de desconhecimento e ganhou competitividade à medida que ampliou sua presença na campanha.