A Quaest acertou a primeira colocação em 24 das 26 disputas para os governos estaduais pesquisadas no 1° turno das eleições de 2026. O instituto também apontou corretamente 23 dos 26 candidatos que terminaram em segundo lugar, conforme balanço divulgado após a votação.
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (5) considera a correspondência entre as posições indicadas pelas pesquisas e a classificação final dos candidatos nas urnas. Isso não significa, necessariamente, que os percentuais de votos de cada chapa tenham sido previstos com a mesma precisão.
Pelo critério adotado pela Quaest, que considera uma tolerância de dois pontos percentuais, o índice chegou a 96,2%, com 50 acertos em 52 posições. Sem tolerância adicional, foram 47 acertos nas 52 posições de primeiro e segundo lugares analisadas, ou 90,4%.
O desempenho ocorreu em todas as regiões do país e incluiu tanto disputas com diferenças maiores entre os candidatos quanto eleições mais apertadas.
Na corrida presidencial, a sequência de levantamentos também registrou, nas semanas finais, o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) e a redução das intenções de voto destinadas às demais candidaturas.
47 acertos em 52 posições
Sem considerar tolerância adicional, a Quaest acertou 24 dos 26 primeiros colocados, taxa de 92,3%, e 23 dos 26 segundos colocados, ou 88,5%.
Com a tolerância de dois pontos percentuais adotada pelo instituto, foram 25 acertos entre os 26 primeiros colocados e outros 25 entre os segundos. Nos dois casos, a taxa chegou a 96,2%.
Na eleição presidencial, a pesquisa divulgada na véspera da votação mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 45%.
Na comparação entre a última rodada e o resultado obtido pelos seis candidatos analisados, o instituto registrou erro médio de 0,8 ponto percentual.
Os levantamentos realizados durante a reta final também registraram o crescimento de Flávio e a redução do espaço ocupado pelas demais candidaturas.
Em 7 de setembro, os candidatos fora da disputa entre Lula e Flávio somavam 17% das intenções totais de voto, aproximadamente 21% dos votos válidos.
Na pesquisa realizada na véspera da eleição, entretanto, esse grupo havia recuado para 9% das intenções totais. Nas urnas, terminou com 7,7% dos votos válidos.
Flávio fez o movimento inverso. Passou de 29% das intenções totais, aproximadamente 35% dos votos válidos, para 45% dos válidos na pesquisa de véspera. Nas urnas, terminou o 1°turno com 47,2% dos votos válidos.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, a Quaest acertou as duas primeiras posições. Cleitinho Azevedo (Republicanos) ficou com a ponta e Patrus Ananias (PT) terminou em segundo lugar, mesma ordem registrada pelo instituto.
No Sudeste, também houve acerto as duas primeiras posições no Espírito Santo e em São Paulo.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) ficou à frente de Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) terminou à frente de Fernando Haddad (PT) em São Paulo.
A exceção foi o Rio de Janeiro, onde a ordem indicada pela pesquisa não correspondeu ao resultado das urnas. Douglas Ruas (PL) terminou em primeiro lugar e Eduardo Paes (PSD), em segundo. O balanço registra erro nas duas posições.
Acertos no Norte e Centro-Oeste
A Quaest acertou as duas primeiras posições nos sete estados pesquisados na região Norte.
No Acre, Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) terminaram em primeiro e segundo lugares.
No Amazonas, as posições ficaram com Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL); no Amapá, com Dr. Furlan (PSD) e Clécio (União Brasil); e, no Pará, com Dr. Daniel (Podemos) e Hana Ghassan (MDB).
O mesmo ocorreu em Rondônia, com Marcos Rogério (PL) e Adailton Furia (PSD); em Roraima, com Arthur Henrique (PL) e Soldado Sampaio (Republicanos); e no Tocantins, com Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB).
No Centro-Oeste, houve acerto das duas posições nas quatro disputas analisadas. Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) terminaram nas duas primeiras posições no Distrito Federal; Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL), em Goiás; Eduardo Riedel (PP) e Fábio Trad (PT), em Mato Grosso do Sul; e Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso.
Nordeste e Sul
No Nordeste, a ordem dos dois primeiros colocados foi corretamente apontada na Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Jerônimo Rodrigues (PT) terminou à frente de ACM Neto (União Brasil) na Bahia; Elmano de Freitas (PT) superou Ciro Gomes (PSDB) no Ceará; Eduardo Braide (PSD) ficou à frente de Orleans Brandão (MDB) no Maranhão; e Lucas Ribeiro (PP) terminou seguido por Efraim Filho (PL) na Paraíba.
Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) ficou na primeira posição e João Campos (PSB), na segunda. No Rio Grande do Norte, a ordem foi Allyson (União Brasil) e Cadu de Lula (PT); em Sergipe, Fábio (PSD) e Valmir de Francisquinho (Republicanos).
Alagoas foi tratado separadamente no balanço. O documento não contabiliza como acerto nem como erro as posições de JHC (PSDB) e Renan Filho (MDB).
No Sul, a Quaest acertou os primeiros colocados nos três estados: Sergio Moro (PL), no Paraná; Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina.
Também houve acerto dos segundos colocados no Paraná, com Sandro Alex (PSD), e no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola (PDT).
Em Santa Catarina, o instituto não acertou a segunda posição, ocupada por Gelson Merísio (PSB).