As passagens de ônibus de Belo Horizonte ficarão mais caras a partir de 1º de janeiro. Atualmente fixadas de R$ 2,75 (linhas curtas), R$ 5,50 (circulares e alimentadoras) e R$ 5,75 (linhas convencionais), as tarifas passarão para R$ 3 (linhas curtas), R$ 6 (circulares e alimentadoras) e R$ 6,25 (linhas convencionais), conforme decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira (30).
As 12 linhas que circulam nas vilas e favelas continuarão gratuitas.
Como ficam as passagens
- Linhas curtas – de R$ 2,75 para R$ 3,00
- Circulares e alimentadoras, os “amarelinhos” – de R$ 5,50 para R$ 6,00
- Linhas convencionais, como o Move (tarifa de referência*) – de R$ 5,75 para R$ 6,25
- Vilas e favelas (serviço social) – continuam gratuitas
- Todas as linhas aos domingos e feriados – continuam gratuitas
*Tarifa de referência inclui linhas diametrais, troncais, radiais, perimetrais e semi-expressas.
O aumento, segundo decreto publicado no DOM, considera variáveis como combustível, lubrificante, pneus, peças e acessórios. Também são consideradas as despesas com pessoal, licenciamento, depreciação e remuneração da frota e tributos.
O reajuste ocorre após semanas de indefinição sobre o tema. Em 11 de dezembro, o prefeito Álvaro Damião (União) assinou decreto que oficializou a gratuidade das passagens de ônibus aos domingos e feriados na capital mineira, medida que entrou em vigor em 14 de dezembro.
Na ocasião, o chefe do Executivo municipal descartou que a gratuidade implicaria, automaticamente, em aumento da tarifa e afirmou que ainda não havia definição sobre reajuste.
À época, como antecipou O Fator, vereadores da base da Prefeitura de Belo Horizonte na Câmara Municipal demonstraram incômodo com a condução do anúncio. O descontentamento, segundo os parlamentares, não foi com o conteúdo da medida, mas com o fato de a decisão ter sido divulgada diretamente pelo prefeito Álvaro Damião, em vídeo nas redes sociais, sem envolvimento prévio do Legislativo.
Segundo o prefeito, caso houvesse correção no valor da passagem, como acabou ocorrendo, o objetivo seria exclusivamente recompor perdas inflacionárias acumuladas pelo sistema ao longo do ano, sem relação direta com a política de gratuidade aos domingos e feriados.