Sucessão no GPA: como a família Coelho Diniz deve influenciar a escolha do novo presidente

Após análises e entrevistas, a eleição ocorre em reunião interna do Conselho de Administração
A família mineira Coelho Diniz detém 24,5% das ações do grupo GPA. Foto: Divulgação GPA

Com quatro dos nove assentos do Conselho de Administração e a presidência do colegiado, a família mineira Coelho Diniz, de Governador Valadares, acionista majoritária do Grupo Pão de Açúcar (GPA), terá papel decisivo na escolha do novo presidente do conglomerado.

Dono das redes Extra e Pão de Açúcar, o GPA iniciou o processo de sucessão após a renúncia de Marcelo Ribeiro Pimentel, informada por meio de fato relevante divulgado aos acionistas na quarta-feira (22).

Pimentel ocupava o cargo há três anos e também integrava o board. O vice-presidente Rafael Russowsky assumiu interinamente.

A escolha do novo presidente é responsabilidade exclusiva do Conselho de Administração, presidido por André Coelho Diniz.

O colegiado pode indicar um nome interno, dentro de um processo de sucessão planejada, ou contratar uma consultoria especializada para buscar candidatos no mercado.

Após as análises e entrevistas, a eleição ocorre em reunião interna do colegiado, sem necessidade de aprovação pela assembleia de acionistas.

Trajetória dos Coelho Diniz na economia e na política

A família Coelho Diniz consolidou-se como principal acionista do GPA, com 24,5% das ações, superando o grupo francês Casino, que agora detém 22,5%. A mudança encerrou mais de uma década de comando francês no colegiado.

Com origem no Armazém Diniz, fundado na década de 1960 em Governador Valadares, a família expandiu a atuação no setor varejista e também na política.

Alex Diniz, suplente do senador Cleitinho (Republicanos), é cotado para disputar um cargo no Executivo estadual em 2026.

Ele é irmão do deputado federal Hercílio Diniz (MDB-MG), que articula o apoio ao filho, Vinícius Diniz, para sucedê-lo na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.

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