Mais da metade dos brasileiros considera que os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) tomaram a decisão correta ao manter suas pré-candidaturas à Presidência da República em 2026, mesmo após Jair Bolsonaro indicar o filho Flávio, do PL, como seu pré-candidato preferencial.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (16) mostra que 55% dos entrevistados avaliam a postura dos governadores como acertada, enquanto 27% consideram que eles erraram; 18% não souberam responder.
O levantamento representa a primeira sondagem realizada desde que Jair Bolsonaro anunciou o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como seu pré-candidato preferencial para a disputa presidencial.
A aprovação à permanência dos governadores na corrida presidencial variou conforme o espectro político dos entrevistados. Entre eleitores da direita não bolsonarista, 69% apoiaram a decisão de Caiado e Zema, o maior índice registrado. Independentes e lulistas apresentaram taxas idênticas de 49%, enquanto bolsonaristas ficaram ligeiramente acima, com 50%. A esquerda não lulista registrou 59% de aprovação.
A rejeição à estratégia dos governadores concentrou-se principalmente entre o eleitorado lulista, onde 33% consideram que Caiado e Zema erraram. Entre a direita não bolsonarista, esse índice caiu para 21%, o menor entre todos os segmentos analisados.
A pesquisa também investigou possíveis substitutos para Flávio Bolsonaro caso Jair Bolsonaro reconsidere sua indicação. Michelle Bolsonaro (PL) liderou as menções com 19%, seguida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 16%. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), apareceu em terceiro lugar com 11%.
Romeu Zema obteve 4% das indicações neste cenário hipotético, posicionando-se atrás do ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou 5%. Eduardo Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado empataram com 3% cada, enquanto o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) ficou com 2%. Outros políticos somaram 2% das menções.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança atinge 95%.