Cleitinho está cuspindo no prato que comeu?

Cleitinho vem se perdendo em um labirinto de “vai e vem” e de rinhas contra quem, antes, lhe estendeu a mão
O senador Cleitinho Azevedo
Cleitinho pode concorrer ao governo de Minas no ano que vem. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Depois de se estranhar veladamente – e nem tanto assim – com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) trava um outro embate público com um bolsonarista de quatro costados, agora o “deputado EAD” Eduardo Bolsonaro, de férias remuneradas nos Estados Unidos, de onde conspira contra a economia do país e ameaça e chantageia autoridades do Judiciário brasileiro.

Cleitinho teria dito que “Seria imprudente” o bolsokid disputar as eleições presidenciais em 2026, já que todas as pesquisas indicam que seria batido facilmente por Lula. O senador também teria afirmado que “Não apoiaria Eduardo, pois está morando nos EUA”. Ao tomar conhecimento da afronta, Dudu Bananinha disparou: “Imprudente foi darmos a vaga do Senado para você. Mas muitos dos nossos erros serão corrigidos”.

Eduardo Bolsonaro já tretou com outros (em tese) aliados. Atacou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, correligionário de Cleitinho, afirmando que protege a Faria Lima – centro financeiro do país. O próprio Romeu Zema (Novo), governador de Minas, foi alvo da fúria do “Zero Três”. O irmão, Carlos, o Carluxo, andou chamando os governadores de direita de “Ratos”. Os mesmos, entretanto, colocaram panos quentes.

Pagando com traição

Cleitinho, porém, bem ao seu estilo “populista-demagogo-biruta de aeroporto-TikToker”, que ora elogia e vota com Lula, e ora faz juras de amor a Bolsonaro – mesmo afirmando não dever, politicamente falando, mais nada ao ex-presidente da República, atualmente cumprindo prisão domiciliar provisória imposta pelo STF, antes de o “trânsito em julgado” de sua sentença condenatória a mais de 27 anos de prisão – prefere o atrito.

O parlamentar, na falta de conteúdo e ações afirmativas, precisa se manter sob os holofotes da militância nas redes sociais. Com o lulopetismo “em alta” após a alopragem de Eduardo Bolsonaro e o tarifaço de Trump, apoiado pelos bolsonaristas radicais, e uma enxurrada de gastos públicos eleitoreiros (energia e gás gratuitos, isenção de IR para quem ganha até 5 mil reais mensais etc.), Cleitinho se volta contra o grupo que apoiou sua eleição.

Poucas coisas na política são tão execráveis e imperdoáveis como a traição, seja fática ou assim percebida. De olho no governo de Minas, uma ambição sem sentido, pois sabedor da incapacidade ampla, geral e irrestrita – além de descortesia com o próprio eleitorado, que dele espera o combate ao governo e ao STF no Senado -, Cleitinho vem se perdendo em um labirinto de “vai e vem” e de rinhas contra quem, antes, lhe estendeu a mão. 

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