Enquanto Belo Horizonte e outras inúmeras cidades do Brasil debatem projetos de lei que buscam proibir músicas com palavrões, erotização infantil, apologia ao crime e às drogas, muitos esquecem que o principal campo de batalha desta guerra cultural é a escola.
Sim, as escolas públicas e privadas da nossa cidade estão sendo infiltradas por uma cultura podre, que, disfarçada de “liberdade artística” ou “expressão cultural”, destrói silenciosamente a pureza das nossas crianças.
Através de vídeos, relatos dos pais e visitas, vemos recreios permeados de músicas que glorificam o tráfico, sexualizam meninas de 5, 6, e 7 anos e ensinam a rebeldia contra a autoridade não estão apenas nas ruas, nos celulares ou nas redes sociais.
Pais de Belo Horizonte, abram os olhos: não adianta ensinar valores em casa se, ao chegar à escola, seus filhos são bombardeados com letras que pregam exatamente o oposto: o culto ao corpo, o prazer sem limites, a transgressão como virtude.
Como alertava Roger Scruton, “a cultura não é apenas uma diversão: é a força que molda os laços sociais e o caráter dos indivíduos”. Ora, que tipo de caráter estamos formando quando aceitamos que crianças ouçam, dancem e repitam letras que exaltam a criminalidade, a promiscuidade e a indisciplina?
Olavo de Carvalho denunciou com todas as letras: “A escola é, hoje, o principal instrumento de engenharia social, onde o Estado molda cidadãos frágeis, confusos e facilmente manipuláveis”. Não é por acaso que a cultura do funk explícito, das músicas de apologia ao crime e à erotização precoce é defendida com unhas e dentes pelos mesmos que querem tirar dos pais o direito de educar seus filhos. Mas isso não tem fim nesse ambiente: você observa as músicas que seus filhos ouvem no TikTok? Observa as músicas que são tocadas nas festas infantis?
Em Belo Horizonte, essa luta ficou escancarada: quem se opõe a essa imundície é logo acusado de “moralista”, “retrógrado”, ou até “fundamentalista“ e “contra a cultura popular”. Não se deixe enganar.
Não estamos contra a cultura popular. Estamos contra a pornografia disfarçada de arte. Estamos contra a ideia de que crianças de 6 anos precisam aprender coreografias sensuais ou conhecer, desde cedo, as gírias do tráfico.
Como afirmou Jordan Peterson: “o caos surge quando não há ordem, e a ordem só se mantém quando há limites claros”.
As escolas de Belo Horizonte precisam ser locais de ordem, virtude e formação moral, não territórios livres para a disseminação da degradação social dos nossos filhos e famílias.
Os que defendem a manutenção dessas músicas nas escolas dizem: “É impossível impedir, a criança vai ouvir de qualquer jeito”. Esse argumento covarde só revela a omissão dos adultos. Se a criança vai ouvir na rua, então cabe à escola mais ainda ser o refúgio, o local de proteção e não de contaminação a integridade de mentes e corações dos alunos.
Como ensinava Edmund Burke: “A sociedade é um contrato entre os vivos, os mortos e os que ainda não nasceram.”
Temos uma dívida moral com as futuras gerações de Belo Horizonte e da nossa nação. Não podemos entregar as escolas à cultura do lixo e depois fingir surpresa com os índices de violência, bullying, gravidez precoce, evasão escolar e dependência química entre adolescentes.
Pais e mães de Belo Horizonte, levantem-se! Exijam que as escolas respeitem seus valores. Denunciem professores e diretores que permitem, ou até incentivam, que seus filhos sejam expostos a esse tipo de conteúdo degradante.
O ambiente escolar deve ser seguro e propício ao aprendizado, o lugar da virtude e do conhecimento, do preparo para a vida, do desenvolvimento de dons e talentos e não um laboratório de experimentação sexual, ideológica e cultural.
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)
E mais:
“Qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e se afundasse na profundeza do mar.” (Mateus 18:6)
A mensagem é clara: quem corrompe a infância será cobrado. Que Belo Horizonte não falhe nesta missão histórica. Que cada escola da nossa cidade seja um bastião da virtude, e não um palco da promiscuidade.
Por saber a responsabilidade nessa defesa que apresentei um projeto de Lei visando proibir a execução de músicas com conteúdo sexual, obsceno, apologia às drogas, incitação ao crime e conteúdo degradante explícito nas instituições de ensino público e privadas.
O projeto prevê multa e em casos extremos a perda do alvará de funcionamento! Não lutamos contra empresas ou pessoas, mas precisamos ser intencionais na defesa das nossas crianças.
Construirmos leis para instrumentalizar Belo Horizonte de se tornar culturalmente uma cidade de proteção à infância e à vida, desde sua concepção.
A defesa da infância é a defesa da civilização. E quem não enxerga isso já se entregou ao caos.