Hora de levar o trabalho para Brasília

A política é e sempre será o instrumento adequado para quem tem vocação pública exercer seu papel
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Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Assumi o DER-MG em agosto de 2022 com uma convicção simples: gestão pública séria transforma realidades. Não há discurso mais eficaz do que uma estrada asfaltada, uma ponte entregue, uma comunidade que finalmente se conecta ao resto do estado.

Nos três anos que se seguiram, tive a honra de conduzir o programa Caminhos pra Avançar e ver com os próprios olhos o que acontece quando o poder público cumpre sua função.

Foram mais de 5.000 quilômetros de rodovias recuperadas. Obras que estavam engavetadas há décadas saíram do papel: duas grandes pontes sobre o Rio São Francisco, o Contorno Viário de Uberlândia e pavimentações que mudaram a vida de quem mora em trechos como Pintópolis-Urucuia, Rio Pardo de Minas-Mato Verde, Curral de Dentro-Mirandópolis, Divinésia-Paula Cândido e Pimenta-Guapé. Deixamos também um novo modelo de contratos de manutenção e um portfólio de mais de 40 trechos com projetos executivos, que garantirão novos investimentos nos próximos anos.

Novo ciclo

Aprendi, nesse período, que investir em infraestrutura não é apenas construir ou recuperar estradas – é estimular o desenvolvimento econômico, reduzir desigualdades regionais e criar as bases para o crescimento sustentável. Cada obra entregue representa mais segurança, mais competitividade para o setor produtivo e mais qualidade de vida para a população.

Foi com essa mesma visão estratégica que, posteriormente, tive a oportunidade de presidir a Invest Minas. Em um cenário cada vez mais competitivo entre estados e países, atrair investimentos exige planejamento, articulação institucional e, sobretudo, credibilidade. Trabalhamos para posicionar Minas Gerais como destino seguro e atrativo para novos negócios, fortalecendo cadeias produtivas, gerando empregos e impulsionando a economia.

O resultado desse esforço coletivo está nos números: mais de R$ 500 bilhões em investimentos atraídos e 1 milhão de novos empregos gerados no estado. Percorremos a Europa, abrimos um escritório de representação em Milão, lançamos a plataforma Invest Minas Digital – conectando todas as 853 cidades mineiras ao mercado global – e começamos a colocar Minas no centro do debate sobre a transição energética mundial, com o lítio do Jequitinhonha, as terras raras de Poços de Caldas e o nióbio de Araxá como ativos estratégicos de um estado que tem muito a oferecer ao mundo.

Novos desafios

São mais de quatro anos de serviço público que me ensinaram mais do que qualquer sala de aula poderia. E me deixaram com uma certeza: as regiões que mais precisam de representação qualificada em Brasília são exatamente aquelas que menos aparecem nas pautas do Congresso.

Nasci em Teófilo Otoni. Sou filho de Carlos Chagas. Conheço os Vales do Mucuri e do Jequitinhonha e o Norte de Minas não pelos mapas, mas pelas pessoas que encontrei nas estradas, nas prefeituras e nas comunidades ao longo de toda essa trajetória. É por isso que decidi me filiar ao Partido Liberal e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro de 2026.

Não como mais um nome na lista. Mas como alguém que já provou, na prática, que é possível fazer gestão pública com seriedade, planejamento e entrega de resultados – e que quer levar esse mesmo compromisso para o Congresso Nacional, representando Minas com a mesma dedicação com que cuidei das nossas estradas e dos nossos investimentos.

A boa política

No Congresso, quero levar esse mesmo compromisso para onde as decisões são tomadas. Minhas bandeiras são claras: defender investimentos federais em infraestrutura, que melhorem nossa competitividade. Fortalecer o setor produtivo, fazendo do trabalho o grande motor de desenvolvimento brasileiro. Desburocratizar o estado, tornando-o mais leve e ágil para responder às demandas sociais do nosso tempo.

Minas Gerais é o centro do país e precisa ocupar seu lugar de protagonista, reduzindo as profundas desigualdades regionais que ainda separam o interior do restante do estado. Quem conhece o problema de dentro tem mais condições de resolvê-lo de fora – e é exatamente isso que pretendo fazer em Brasília.

A política é e sempre será o instrumento adequado para quem tem vocação pública exercer seu papel. O Brasil, em tempos de pouco diálogo e falta de projetos estruturantes, precisa reencontrar o caminho do desenvolvimento.

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