Nunca na história do país!

Gabriel Galipolo, Lula e Fernando Haddad
A taxa Selic subiu. De novo. E adivinha quem indicou o presidente do Banco Central? Foi Lula. Foto: Agência Gov

Nunca na história do país se ouviu tanto discurso sobre “pobres no orçamento” enquanto os juros encostavam o povo no cheque especial.

O governo que prometeu taxar fortunas, empoderar trabalhadores e enfrentar os tubarões do sistema… entregou a eles um banquete com guardanapo de linho.

A taxa Selic subiu. De novo. E adivinha quem indicou o presidente do Banco Central? Foi Lula. Sim, o mesmo que jurou que banqueiro não ia mais nadar de braçada enquanto o povão se afogava no rotativo do cartão.

Enquanto o brasileiro respira por aparelhos tentando pagar carne moída em dez vezes no cartão, os bancos, esses que o PT jurava enfrentar, estão lucrando como nunca. Bilhões. Um lucro que cresce proporcionalmente à dor da periferia.

E a esquerda silencia. Os que antes marchavam contra o “rentismo neoliberal” hoje chamam qualquer crítica de “fascismo disfarçado”.

Mas vamos ser sinceros. Não dá para falar de justiça social e ao mesmo tempo manter a taxa de juros real entre as mais altas do mundo. Não dá para posar de Robin Hood com o arco apontado para o pequeno empreendedor, e a aljava cheia de flechas para proteger banqueiros.

A incoerência não é só econômica. É moral. É como pregar jejum em nome dos pobres enquanto se almoça no Fasano com planilha de dividendos na mesa.

Esse modelo sufoca quem quer produzir, crescer, gerar emprego. Quem sonha em empreender vê o crédito virar pesadelo. E quem vive do suor do dia a dia, se vê pagando duas vezes: no boleto e na esperança.

O discurso é de Brasil soberano, mas a prática é de submissão ao rentismo. Fala-se em democracia econômica, mas quem governa, de fato, é a taxa Selic.

É hora de parar de aceitar o cinismo como política. De parar de romantizar discursos enquanto se ignoram as consequências.

Porque no fim das contas, “nunca na história do país” houve tanta distância entre a promessa e a prática.

E é isso que sangra.
Não é só o bolso.
É a fé na mudança.

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