Sem quórum, Assembleia não vota adesão de Minas ao RRF e encerra reunião plenária

Sessão terminou pouco depois das 14h40, sem consenso a respeito de programa para refinanciamento da dívida do estado com a União
Vista do plenário da ALMG
Projetos sobre a adesão ao RRF estão prontos para votação em 1° turno. Foto: Daniel Protzner/ALMG

A sessão plenária convocada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para analisar, nesta segunda-feira (15), a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) terminou sem votação. Não houve quórum suficiente para a análise de nenhum dos dois projetos ligados ao RRF, visto pela equipe econômica do governo mineiro como uma das saídas para amortizar a dívida de R$ 165 bilhões contraída junto à União.

Pouco depois das 14h40, o líder do governo de Romeu Zema (Novo) no Parlamento, João Magalhães (MDB), pediu a recontagem do número mínimo de deputados estaduais presentes ao plenário. Vinte e quatro parlamentares responderam à chamada — número inferior aos 26 necessários para a continuidade da reunião.

Uma segunda sessão, marcada para começar às 18h, foi agendada com o objetivo de votar o RRF. Não há garantia, porém, de que a análise do pacote de Recuperação Fiscal acontecerá.

O adiamento da votação do RRF acontece em meio à expectativa por uma resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) ao pedido de Minas pela extensão da liminar que suspende as parcelas da dívida do estado. A medida cautelar vence no próximo dia 20.

O ministro Edson Fachin, que comanda o plantão do STF, sinalizou que vai responder ao pedido de Minas até esta terça-feira (16), ainda que não tenha indicado se irá estender a liminar.

Paralelamente ao RRF, há, em Brasília (DF), debates sobre o Propag, projeto apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para refinanciar as dívidas dos estados.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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