Vereadores articulam pedido por CPI da Educação na Câmara de BH

Parlamentares querem propor colegiado para investigar possíveis irregularidades na pasta de Educação
As movimentações são lideradas por vereadores ligados ao presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), embora o próprio ainda não tenha se inteirado da proposta. Foto: Cristina Medeiros/CMBH
As movimentações são lideradas por vereadores ligados ao presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), embora o próprio ainda não tenha se inteirado da proposta. Foto: Cristina Medeiros/CMBH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte deve, nos próximos dias, ter seu primeiro pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em 2025.

Pelo que O Fator apurou, parlamentares pretendem propor o colegiado para investigar possíveis irregularidades na pasta de Educação da capital. Atualmente, a secretaria é comandada pelo engenheiro Bruno Barral, indicado no ano passado ao cargo pelo União Brasil.

As movimentações são lideradas por vereadores ligados ao presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), embora o próprio ainda não tenha se inteirado da proposta.

Em janeiro, questionado se o período de “muitas CPIs” na Casa terminaria com a saída de Gabriel Azevedo (MDB) da presidência, Juliano Lopes disse acreditar que as CPIs são ferramentas democráticas. “Não posso dizer que acabaram as CPIs na Câmara Municipal. É uma ferramenta democrática que os vereadores têm caso queiram investigar qualquer assunto na cidade de Belo Horizonte. Cabe aos vereadores manifestarem, caso queiram, qualquer tipo de CPI na Câmara Municipal”.

A propósito, a relação entre a prefeitura e a Casa começou o mês com certa tensão. Também nesta terça-feira (4), a PBH exonerou uma série de indicados de parlamentares e partidos de cargos de assessoria no Executivo.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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