Atraso de senador impede votação sobre demarcação de terra indígena

Senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), publicamente aliado de garimpeiros, quer sustar a demarcação
Zequinha Marinho na CMA do Senado
Zequinha Marinho na CMA do Senado: não foi desta vez. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O atraso de um senador na manhã desta terça (29) na Comissão de Meio Ambiente impediu a votação de um projeto sobre demarcação de terra indígena em São Félix do Xingu, no Pará.

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), publicamente aliado de garimpeiros, é autor de Projeto de Decreto Legislativo para cancelar a demarcação.

O projeto dele susta os efeitos de um decreto presidencial de 2007, assinado por Lula, que homologa a demarcação administrativa da Terra Indígena Apyterewa.

Para Zequinha, a demarcação, “eliminando as propriedades e posses lindeiras de pequenos agricultores sem qualquer indenização, representa o caráter arbitrário do Poder Executivo, que, por ato unilateral, restringiu e extinguiu direitos individuais de milhares de famílias”.

O relator do projeto é Beto Faro (PT-PA), que redigiu parecer contrário à proposta, e portanto mantendo a demarcação.

“[A]lém de incorrer em inconstitucionalidade, a aprovação do PDL teria o potencial de trazer consequências graves tanto aos direitos dos povos indígenas quanto ao meio ambiente, em claro retrocesso aos avanços obtidos”, escreveu Faro no parecer.

A sessão de hoje da CMA durou menos de 4 minutos.

Nos instantes finais, Zequinha pediu a retirada de pauta do parecer de Faro. O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), respondeu que o projeto já estava fora da pauta, “tendo em vista que não encontra-se aqui o relator”.

A assessoria de Faro disse a O Fator que o voo do senador atrasou, e que ele chegou pouco depois no Senado.

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