Alvo de operação da PF por planejar execução de autoridades, coronel reformado recebeu cidadania honorária de BH

Militar, preso desde janeiro do ano passado, chegou a ter cargo no governo Zema em 2019
coronel caçadini
Título foi concedido na reta final do primeiro turno das eleições de 2022. Foto: Ernandes Ferreira/CMBH

Apontado como um dos líderes de um grupo de extermínio de autoridades, autodenominado Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos (Comando C4), o coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas recebeu, no dia 12 de setembro de 2022, o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte. A homenagem foi concedida pelo ex-vereador Wilsinho da Tabu (Podemos). Nas eleições de 2024, Wilsinho não se reelegeu para um novo mandato.

Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas está preso desde janeiro de 2024, acusado de envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá (MT), em dezembro de 2023. Cinco suspeitos de participação na emboscada foram detidos pela Polícia Federal (PF) nessa quarta-feira (28).

O coronel reformado foi colega do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), na turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Alvo da operação desta semana da PF, o militar também é investigado no inquérito dos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília (DF).

Em 2019, Caçadini chegou a atuar como chefe da Subsecretaria de Integração de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública do governo de Minas Gerais. Ele permaneceu pouco tempo no cargo.

No discurso proferido durante a cerimônia em que indicou o coronel Caçadini para tornar-se cidadão honorário de Belo Horizonte, o então vereador Wilsinho da Tabu destacou a carreira militar do homenageado e afirmou ser um “admirador” da trajetória do coronel. A homenagem foi concedida três semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais de 2022.

A reportagem entrou em contato com o ex-vereador Wilsinho da Tabu, que até o momento não se manifestou. Este texto será atualizado em caso de retorno.

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