Lideranças do PT vão defender, junto ao diretório nacional do partido, a criação de uma comissão formada por indicados pela instância federal da sigla para supervisionar a eleição interna da legenda em Minas Gerais. O pleito, originalmente marcado para o último dia 6, foi adiado para o próximo domingo (13) em meio a uma guerra judicial quanto à participação, ou não, da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa.
A possibilidade de instituição de um comitê ligado ao diretório nacional será debatida nesta terça-feira (8), em reunião da cúpula do partido. Nesse cenário, a responsabilidade de organizar a etapa mineira da eleição interna não seria mais da Executiva estadual.
O atual presidente do PT mineiro é o deputado estadual Cristiano Silveira, um dos aliados de Dandara. A comissão eleitoral da sigla, vinculada ao diretório nacional, barrou a candidatura da deputada federal por causa de uma dívida partidária de R$ 131,8 mil. A parlamentar diz ter quitado o débito no prazo estipulado pelo regulamento eleitoral e afirma que as cifras não foram parar na conta do PT por causa de um erro bancário; o partido refuta a alegação.
No sábado (5), uma liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorizou a candidatura de Dandara. No dia seguinte, entretanto, outra decisão cassou a medida cautelar, fazendo prevalecer a decisão do PT de indeferir a candidatura da parlamentar.
As últimas cartadas de Dandara
Além de Cristiano Silveira, o grupo que apoia a participação de Dandara no pleito tem nomes como o deputado federal Reginaldo Lopes. Essa ala do PT pretende utilizar a reunião desta terça-feira para buscar reverter a situação. Apesar da esperança, o senador Humberto Costa (PE), presidente nacional interino do partido, indicou, nessa segunda-feira (7), que a decisão interna de barrar a candidatura da deputada federal está tomada.
Há, ainda, quem avente a possibilidade de apelação judicial. Assim, seria preciso ajuizar um agravo de recurso junto ao TJDFT, contestando a cassação da liminar a favor de Dandara. Enquanto a decisão que autorizou a candidatura da parlamentar foi concedida pelo juiz Jerônimo Grigoletto Goellner, coube ao desembargador Roberval Casemiro Belinati proferir a sentença invalidando a cautelar.
“Ele (o juiz Belinati) deu parecer final, de modo que não haverá nenhuma mudança em termos de composição das chapas que vão disputar a eleição em Minas”, assegurou Humberto Costa, ao comentar o embate no tribunal.
Além de Dandara, apresentaram candidaturas ao comando do PT mineiro a vice-presidente da Assembleia Legislativa, Leninha, o professor de História Juanito Vieira e o advogado Esdras Juvenal Queiroz.