A nova lei do pacote Propag sancionada por Zema

Governo de Minas prepara terreno para adesão a novo programa de refinanciamento da dívida bilionária com a União
Romeu Zema e Lula
Governo de Minas terá até 31 de dezembro para rumar a novo programa de refinanciamento da dívida com a União. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governador Romeu Zema (Novo) sancionou, neste sábado (19), a lei que autoriza Minas Gerais a lançar mão de compensações previdenciárias para abater parte da dívida com a União. O uso de tais créditos financeiros está no bojo do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

A compensação remonta a valores que Minas tem a receber por causa do acerto de contas entre Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), de caráter federal

O encontro contábil entre o RPPS e o RGPS foi instituído por lei editada em 1999 pelo Palácio do Planalto. Estados e municípios, quando instituíram regimes previdenciários próprios, ganharam o direito de receber uma compensação financeira do RGPS.

A necessidade de restituir os governos locais foi definida porque, anteriormente à criação dos regimes próprios, os servidores estaduais e municipais contribuíram com o Regime Geral.

Segundo a lei sancionada por Zema, o Palácio Tiradentes tem até 31 de dezembro para divulgar o valor a título de compensação previdenciária a ser utilizado no abatimento da dívida. Pelo que apurou O Fator, o trabalho de contabilizar esses créditos ainda não foi finalizado.

Em outra frente, o Executivo estadual já encaminhou, ao Ministério da Fazenda, a lista de créditos tributários — que têm natureza diferente dos títulos previdenciários — cujo uso na amortização da dívida é pretendido.

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