O papel de Rodrigo Pacheco nas conversas sobre os impactos do tarifaço de Trump em Minas

Senador comunicou nova função a interlocutores durante reunião nesta terça-feira (29), em Brasília (DF)
O senador Rodrigo Pacheco
Lula, vale lembrar, quer Pacheco como candidato ao governo em 2026. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) vai assumir a interlocução com o governo federal no que tange aos impactos, sobre Minas Gerais, do tarifaço dos Estados Unidos da América (EUA). Pacheco anunciou que participará de reuniões sobre o tema durante encontro com o presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer), Fausto Varela Cançado, e com o prefeito de Sete Lagoas, Douglas Melo (PSD), nesta terça-feira (29). 

A agenda com Cançado e Melo, ocorrida em Brasília (DF), serviu para debater os efeitos da tarifa de 50% sobre as exportações de ferro-gusa, um dos setores da economia mineira mais afetados pela decisão do presidente Donald Trump.

“Eu vou cuidar, nos próximos dias, das reuniões necessárias com o presidente Lula, com o vice-presidente Geraldo Alckmin, para dar esse encaminhamento em nome de Minas Gerais e da economia de Minas. Assim como farei em relação a outros setores igualmente importantes para Minas Gerais”, afirmou Pacheco, ao comentar a reunião.

No início do mês, Pacheco, nome preferido de Lula para disputar o governo de Minas, chegou a defender a implantação de uma política pública voltada à proteção da economia estadual ante os efeitos do tarifaço de Trump

Na reunião desta terça, além de Cançado, o setor de ferro-gusa foi representado por outros empresários do ramo.

“Temos que encontrar amparo no governo federal para medidas que sejam mitigadoras, inclusive com perspectivas de novos mercados, para garantir essa produção importante da economia de Minas Gerais”, apontou o senador.

Encontro de governadores

Nesta quarta-feira (30), governadores de estados brasileiros vão se reunir com Alckmin para tratar dos efeitos do tarifaço. A agenda, em Brasília (DF), não contará com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo). 

Com compromissos previamente agendados — inclusive um evento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) sobre a taxa extra —, Zema deverá ser representado na capital federal por Mila Corrêa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Um estudo da Fiemg, a propósito, mostra que a nova taxa pode fazer o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais pode cair até R$ 6,7 bilhões a curto prazo. A queda pode chegar a até R$ 21,5 bilhões em 5 a 10 anos.

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