Propag: ainda sem BNDES na equação, Codemig espera ter laudo próprio em outubro

Empresas responsáveis pela exploração do nióbio de Araxá podem ter protagonismo na renegociação da dívida com a União
As instalações da Codemig em Araxá
Codemig explora nióbio de Araxá em parceria com a privada CBMM. Foto: CBMM

Embora tenha iniciado o processo que pode culminar na confecção de laudos de avaliação da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda não começou a atuar na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e em sua controladora, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). As duas empresas, ligadas à exploração de jazidas de nióbio no Alto Paranaíba, são tratadas como o carro-chefe do governo estadual na negociação ligada ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Ainda sem o BNDES, a Codemge espera ter, até outubro, os dados de um valuation próprio, encomendado aos norte-americanos do Goldman Sachs. Embora a lei do Propag dê ao banco federal a prerrogativa exclusiva de apontar o preço de mercado de ativos oferecidos pelos estados à União, a ideia é utilizar o material do Goldman como um trunfo nas tratativas com o Ministério da Fazenda. 

A atuação do BNDES em Cemig e Copasa já foi comunicada aos acionistas das duas empresas. A entidade fará o chamado processo de request for information (pedido de informação, em português). Conhecida pela sigla RFI, a etapa é não vinculante e serve para prospectar consultores técnicos interessados em elaborar um laudo de avaliação econômico-financeira das duas estatais.

Valor desatualizado

Em 2022, a Codemig chegou a contratar o Goldman Sachs para a confecção de um laudo de avaliação. O novo acordo com a consultoria norte-americana se deu, segundo a presidente da empresa, Luísa Barreto, pela necessidade de atualizar os dados.

No ano passado, a Codemig emitiu uma nota técnica apontando que os dividendos a que faz jus na exploração do nióbio em Minas, feito em parceria com a privada CBMM, poderiam chegar a R$ 59 bilhões. O conteúdo, hospedado no site da Secretaria de Estado de Fazenda, acabou posteriormente retirado do ar. Ao justificar a exclusão do material, a pasta também citou a necessidade de atualização dos valores.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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