O Conselho de Ética da Câmara acaba de sortear, na tarde de desta terça (19), mais três possíveis nomes para relatar o processo contra André Janones (Avante-MG) por supostamente ofender Nikolas Ferreira (PL-MG).
São eles: Acácio Favacho (MDB-AP), Delegado Fabio Costa (PP-AL) e Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE).
Todos os três deputados sorteados originalmente para essa tarefa – AJ Albuquerque (PP-CE), Julio Arcoverde (PP-PI) e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) – recusaram a tarefa.
Em julho o Conselho já tinha aprovado o afastamento de Janones por 90 dias sob a mesma representação. O texto pedia o afastamento cautelar (ou seja, imediato) por seis meses, mas o relator desse processo inicial, Fausto Santos Jr. (União-AM), reduziu esse tempo pela metade.
Separadamente, a representação também pedia a instauração de um processo, que é o que vai começar a partir de agora – se os três novos nomes não desistirem também.
A representação, assinada pelo presidente Hugo Motta com base em denúncia do líder do PL, Sóstenes Cavalcante, não traz provas do que Janones supostamente disse sobre Nikolas, mas alega que ele “proferiu xingamentos ultrajantes, com expressões de baixo calão, desonrosas e depreciativas”.
A representação cita notícias da Folha e da CNN Brasil. Elas registram um bate-boca de Janones com outros deputados do PL, mas não o que o Janones disse a Nikolas.
Pela transmissão da TV Câmara, não é possível ouvir o que Janones dizia. Um vídeo publicado por Carlos Jordy mostra Janones xingando um deputado de “verme”. Ele diz que outro está “com a boca fedendo” e chama outro de “Ñoño”, o menino gordo do seriado Chaves. Janones provoca ainda: “me bate”, e dá alguns tapas na própria cara. Depois: “vem cá, machão”. Ao menos nesse vídeo não aparecem xingamentos especificamente a Nikolas.
Ao microfone do Conselho de Ética, Fausto Santos Jr. disse que Janones teria chamado Nikolas de “cadelinha”, mas acrescentou que preferiu não incluir o termo no texto “pela liturgia do relatório”.
Em julho, o advogado de Janones, Lucas Marques, destacou ao Conselho de Ética que a denúncia não traz provas.
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