Interlocutores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Prefeitura de Belo Horizonte se reuniram nesta segunda-feira (22) para dar sequência às tratativas sobre a renovação do contrato de prestação de serviços de saneamento na capital mineira.
As negociações, que se arrastam há alguns anos, ganharam novo ritmo nas últimas semanas. O contrato em vigor é válido até 2032, mas as discussões envolvem tanto o reequilíbrio econômico-financeiro quanto a possibilidade de prorrogação do prazo.
A Copasa prevê investir cerca de R$ 9 bilhões nos próximos anos em projetos de ampliação da capacidade de atendimento e segurança hídrica. Grande parte dessas obras será estruturada em sistemas que também atendem outros municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A configuração do sistema metropolitano é determinante para as negociações. Belo Horizonte não produz água nem trata esgoto dentro de seu território, dependendo integralmente da estrutura regional operada pela Copasa. Esse cenário fortalece a avaliação de que o município e a estatal mantêm uma relação de interdependência operacional.