O Itaú BBA está otimista quanto às chances de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em relatório divulgado nesta quarta-feira (15), consultores do banco afirmaram que o processo de desestatização da estatal tem ganhado “tração política”. O documento elevou a recomendação para a compra de ações da empresa mineira.
O preço-alvo dos títulos para o fim de 2026, agora, é de R$ 43,20.
“Depois de recentes diálogos com altos funcionários do governo do estado de Minas Gerais e membros-chave da Assembleia Legislativa, acreditamos que as chances de privatização são altas, com condições favoráveis para sua concretização a curto prazo”, projetam os analistas Filipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha.
Resistência em queda
O trio disse ter recebido, de integrantes de Legislativo e Executivo, sinalizações positivas quanto ao avanço do processo.
“Fomos informados sobre uma significativa redução da resistência quanto à operação”, indicam.
A redução da resistência, como já mostrou O Fator, está alicerçada no fato de a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade de referendo popular para a venda da Copasa ter recebido um aditivo que vincula o uso dos recursos obtidos com a venda ao pagamento de parte da dívida de Minas com a União. A obrigatoriedade também passou a constar no projeto de lei que trata especificamente da negociação, junto ao mercado, da fatia do poder público na companhia.
A ideia de vincular a privatização da Copasa ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) surgiu em setembro. De lá para cá, agentes do mercado têm demonstrado otimismo quanto à viabilidade da operação.
No início da semana, por exemplo, a XP Investimentos encaminhou, a investidores internacionais, memorando em que diz que as chances de privatização da Copasa antes de março do ano que vem são superiores a 50%.
