Deputado estadual, irmão de Cleitinho votará contra PEC da Copasa

Eduardo Azevedo, do PL, vai acompanhar posicionamento do senador em sessão prevista para esta quinta-feira (23)
O deputado Eduardo Azevedo
O deputado Eduardo Azevedo. Foto: Daniel Protzner/ALMG

Irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) disse, nesta quinta-feira (23), a O Fator, que votará contrariamente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade de referendo popular para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). No início da semana, Cleitinho se manifestou a favor da rejeição ao texto.

Uma sessão plenária para analisar a PEC em 1° turno foi marcada para o fim da tarde desta quinta. Eduardo ainda não tinha se manifestado publicamente sobre o tema, mas afirmou que chegou a sinalizar a Cleitinho que o acompanharia no posicionamento contrário à proposição.

“Como parlamentar, não tenho autoridade de poder tirar uma opinião popular. Acho que eu não estaria representando os anseios da população se tirasse uma opinião popular. Se a população tem, na Constituição do Estado, o direito de ter sua voz ouvida quando a venda de uma estatal for tratada, não a tiro”, pontuou.

Embora seja opositor da ideia de exclusão do referendo, Eduardo tem, de modo geral, simpatia a processos de privatização. Especificamente sobre as eventuais vendas da Copasa e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), ele não possui opinião formada.

“Precisamos levar em conta como vai ficar a situação dos servidores”, explicou.

O PL, partido de Eduardo Azevedo, se autointitula independente do governo de Romeu Zema (Novo). Apesar disso, parte da bancada da legenda costuma votar em consonância ao Executivo. O irmão de Cleitinho, porém, garante ter atuação de independência em relação à gestão estadual.

O que Cleitinho disse?

Na terça-feira (21), Cleitinho, que é pré-candidato ao governo mineiro, utilizou as redes sociais para pleitear a manutenção da regra constitucional que prevê a realização do referendo.

“Não pode acabar com a consulta pública, até porque a Copasa é um patrimônio do estado. E o patrão é o povo. Então, é o povo que tem que opinar se quer que privatiza ou não. É um direito da população mineira dar opinião se quer que privatiza ou não”, pregou.

Fazendo contas

Para ser aprovada em 1° turno, a PEC precisa de 48 votos favoráveis. Nos cálculos de aliados de Zema, será possível angariar, em plenário, o apoio de cerca de 54 parlamentares.

A oposição, por sua vez, busca ampliar a margem de votos contrários por meio de diálogo com deputados que, a despeito de inclinação favorável à privatização da Copasa, demonstram resistência à hipótese de eliminar o referendo.

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