O recuo do governo Zema em demissão de diretor da Cemig Sim

Demissão de dirigente da subsidiária havia estremecido relações com deputado aliado do governo nas vésperas de votação
Nessa terça-feira (2), Thiago Cota votou a favor da privatização da Copasa. Foto: ALMG

Ameaçado de perder um apoio crucial para a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Copasa), o governo de Romeu Zema (Novo) recuou e anulou a demissão do diretor de Operações da Cemig Sim, subsidiária da Companhia Energética (Cemig), Marley de Souza.

A decisão de reverter a exoneração foi tomada nessa segunda-feira (1°), horas após a oficialização do desligamento, após forte reação do deputado estadual Thiago Cota (PDT), padrinho político do diretor.

A demissão de Souza, comunicada no início da segunda-feira, estremeceu a base aliada do governo. Cota, que foi o primeiro relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que facilitou a privatização de estatais ao remover a exigência de referendo, manifestou profunda irritação.

Interlocutores do deputado informaram ao Palácio Tiradentes que seu apoio à venda da Copasa estava em risco, o que motivou o rápido recuo do Executivo. Nessa terça-feira (2), Cota votou a favor da privatização da Copasa.

A decisão original de exonerar o diretor partiu da cúpula do governo e de integrantes do partido Novo, mas foi executada sem o consentimento do secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), principal articulador político da gestão Zema e responsável direto pela negociação dos votos para a privatização.

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