As duas estatais de Minas que podem receber aportes emergenciais do governo em 2026

Previsão consta em documento produzido pelo governo Zema para listar eventuais riscos fiscais do próximo exercício
Romeu Zema e Mateus Simões
Governo Zema prevê aportes em empresas ao detalhar riscos fiscais de 2026. Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais considera a possibilidade de fazer aportes emergenciais milionários em duas empresas públicas estaduais no ano que vem. Se aplicadas, as injeções financeiras terão como beneficiárias a Companhia de Habitação do Estado (Cohab) e a Minas Gerais Participações S/A (MGI).

Para a MGI, o aporte emergencial projetado é de R$ 210 milhões. Para a Cohab, de R$ 58 milhões. As duas previsões constam em um anexo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), acessado por O Fator. O material diz respeito a eventuais riscos fiscais para 2026 e foi elaborado antes de o governador Romeu Zema (Novo) sancionar a lei que autoriza a federalização da MGI como parte da renegociação da dívida com a União.

Como são tratados como prováveis — e não como certezas —, os aportes não constam na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano, aprovada pela Assembleia Legislativa (ALMG) neste mês. 

As injeções emergenciais passaram a ser consideradas pelo Palácio Tiradentes a partir de uma análise do fluxo de caixa das empresas entre 2019 e 2024. Nesse período, a MGI recebeu aportes extraordinários anuais com valor médio de R$ 93 milhões. Já a Cohab teve recursos extras em quatro exercícios.

“A análise histórica dos aportes de capital demonstra que COHAB e MGI necessitarão provavelmente de recursos para aporte de capital nos próximos exercícios, devendo a análise ser complementada com a avaliação das empresas estatais acerca do risco de aportes de capital emergencial a serem realizados com recursos do Tesouro Estadual. Ressalta-se que para a avaliação do risco, devem ser excluídos os aportes de capital cujos recursos têm origem em dividendos/JCP (juros sobre capital próprio), uma vez que embora sejam recursos do Tesouro Estadual, derivaram de distribuição de lucros da própria estatal”, analisa a equipe econômica de Zema no material. 

Mais verba em 2027 e 2028

A análise do governo estadual também aponta para a necessidade de aportes emergenciais na Cohab e na MGI em 2027 e 2028. 

A empresa de habitação deve receber R$ 25 milhões em cada um dos dois exercícios. Para a MGI, ainda não há valor mensurável.

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