Os cinco bancos que vão coordenar oferta de ações para a privatização da Copasa

Instituições foram escolhidas pelo governo de Minas, que detém 50,03% das ações da estatal de saneamento
Barramento da Copasa
Governo do estado mira acordo com investidor de referência e manutenção de 5% da Copasa. Foto: Copasa/Divulgação

Cinco bancos vão atuar como coordenadores globais de potenciais ofertas para a compra de ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Foram escolhidos o Itaú, o BTG Pactual, o Bank of America, o Citigroup e o UBS BB. O BTG será o coordenador líder do processo.

A decisão consta em fato relevante encaminhado ao mercado na noite desta sexta-feira (20).

A definição dos players coube ao estado de Minas Gerais, que possui 50,03% de participação na Copasa e deseja vender parte de seus títulos por meio de oferta secundária, a fim de incorporar os valores arrecadados aos cofres públicos para posterior utilização nas contrapartidas exigidas pelo Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

“Esclarece-se que, nesta data, não está sendo realizada qualquer oferta pública de distribuição de valores mobiliários. A efetiva realização da Oferta permanece sujeita, dentre outros fatores, à obtenção das aprovações aplicáveis (inclusive societárias e de credores), às condições macroeconômicas e de mercado, à celebração dos contratos definitivos e ao cumprimento dos procedimentos previstos na regulamentação vigente”, disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Copasa, Adriano Rudek de Moura, ao informar a escolha dos cinco bancos.

Mudança no estatuto

Na segunda-feira (23), a estatal fará uma assembleia de acionistas para bater o martelo sobre as mudanças que precisarão ser feitas no estatuto para viabilizar a privatização.

O modelo proposto pelo governador Romeu Zema (Novo) tem duas possibilidades. Uma delas contempla acordo com um parceiro de referência e a manutenção de 5% do capital acionário nas mãos do Executivo mineiro.

Mesmo com a diminuição da fatia no capital, o Palácio Tiradentes pretende manter poder de veto em decisões estratégicas por meio da criação de uma classe especial de participação, a chamada golden share. O mecanismo assegura prerrogativas diferenciadas ao Estado, independentemente do tamanho de sua participação societária.

Arrecadação de bilhões

A expectativa da equipe de Zema é arrecadar ao menos R$ 4 bilhões com a negociação de parte dos títulos. O dinheiro entrará diretamente no caixa do estado, já que houve opção pela realização da chamada oferta secundária.

Como mostrou O Fator, no entanto, a valorização das ações da Copasa em 2025 mais do que dobrou e pode permitir que a arrecadação seja maior do que o previsto inicialmente.

O movimento de alta ganhou força a partir de setembro, justamente quando começou a tramitar na Assembleia Legislativa o projeto de lei que autoriza a mudança do controle da empresa, aprovado em 17 dezembro do ano passado e informado aos acionistas da Copasa por meio de Fato Relevante na mesma data.

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