O motivo da menção a Carlos Viana nas anotações de Flávio Bolsonaro

De saída do Podemos, parlamentar consta em lista de pré-candidatos ao Senado por Minas vista com filho de Jair Bolsonaro
O senador Carlos Viana
Viana vai deixar o Podemos e conversa com partidos sobre filiação. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A presença do senador Carlos Viana, de saída do Podemos, na lista do também senador Flávio Bolsonaro (RJ) com nomes que podem ter o apoio dele nas disputas eleitorais estaduais deste ano não surpreendeu integrantes do PL em Minas Gerais. Embora Viana, pré-candidato à reeleição, não tenha definido a legenda a qual se filiará, correligionários de Flávio no estado avaliam que os liberais não têm resistência a apoiar nenhum concorrente à Casa Alta do Congresso Nacional que se posicione à direita. Por isso, houve a menção ao mineiro no documento.

Apesar da simpatia inicial, há um porém: no PL, o entendimento é de que uma eventual aliança com Viana só será possível se ele escolher um partido que componha a coligação de Flávio na corrida pela Presidência da República.

Como O Fator já mostrou, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS tem à mesa uma oferta de filiação a O Democrata, anteriormente chamado de Partido da Mulher Brasileira (PMB). O senador também abriu conversas com o Republicanos e pretende bater o martelo sobre o futuro partidário no início de março.

Flávio Bolsonaro deve visitar o pai, Jair Bolsonaro, na Papudinha, em Brasília (DF), na semana que vem. A expectativa do PL mineiro é que, após o encontro, o parlamentar carioca formalize a pré-candidatura ao Senado do deputado federal e presidente do diretório estadual da sigla, Domingos Sávio, também citado nas anotações.

Além de Sávio e Viana, o papel visto com Flávio citava outros dois pré-candidatos ao Senado por Minas: Marcelo Aro (PP) e Eros Biondini (PL), hoje secretário de Governo de Minas Gerais e deputado federal, respectivamente.

Sem óbice a apoio informal

A candidatura própria do PL —  provavelmente encabeçada por Sávio — será a prioridade do partido. Os liberais querem compor uma frente de legendas à direita para montar o palanque de Flávio Bolsonaro em Minas. Nesse cenário, o segundo concorrente ao Senado pode ser indicado por uma agremiação aliada — caso de Aro, por exemplo.

Mesmo que Viana não seja o segundo nome da chapa, interlocutores do PL avaliam que o apoio informal de parte da legenda a ele se manteria possível. Como exemplo, citam a eleição de 2018, quando os concorrentes ao Senado da coligação de Antonio Anastasia, à época no PSDB, foram Rodrigo Pacheco (então no DEM) e Dinis Pinheiro (PP). 

Em que pese a dobradinha Pacheco-Dinis, Viana esteve lado a lado com Anastasia em algumas agendas no interior.

Com bons olhos

O entorno de Viana vê com bons olhos um eventual apoio de setores do PL. Segundo interlocutores do senador, ele possui bom trânsito com deputados liberais e pretende contar com gestos desses parlamentares no período eleitoral.

Viana, cabe lembrar, disputou o governo de Minas pelo PL em 2022. Ele deixou o partido no ano seguinte com críticas a Jair Bolsonaro. À ocasião, o senador se queixou do fato de o então presidente da República ter se dividido entre elogios ao candidato do partido ao Palácio Tiradentes e afagos a Romeu Zema (Novo), que tentava a reeleição.

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