A subsecretária de Assistência Social e Direitos Humanos de Belo Horizonte, Luana de Souza, avalia acionar a Justiça Eleitoral pedindo a cassação do vereador Wagner Ferreira, que deixou o PV e, nesta sexta-feira (20), se filiou à Rede Sustentabilidade. Luana é a primeira suplente da chapa de candidatos lançados em 2024 pela federação composta por PT, PCdoB e PV.
De acordo com o novo integrante da Rede, sua desfiliação foi resultado de um acordo político com o PV.
A aliança elegeu, além de Ferreira, os petistas Bruno Pedralva, Luiza Dulci, Pedro Patrus e Pedro Rousseff e o comunista Edmar Branco.
A O Fator, Luana disse que a decisão sobre eventual ajuizamento de ação será tomada com a direção do PT.
“Entendo que, neste momento, não existe janela partidária. Nem houve anuência da federação para essa mudança. De toda forma, não farei nada sem dialogar com o PT. Mas considero importante registrar que esse mandato foi eleito de uma forma, dentro de um campo político e partidário, e não me parece correto que agora siga em outra direção”, afirmou.
A janela partidária deste ano termina no começo de abril e é destinada a deputados federais e estaduais. Segundo a legislação eleitoral, os vereadores vitoriosos em 2024 só poderão mudar de partido sem risco judicial de perder os mandatos em março de 2028, ano da próxima disputa municipal..
Conforme mostrou O Fator, Wagner Ferreira buscava um acordo no PV para deixar a legenda e manter sua cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Na Rede, o parlamentar é pré-candidato a deputado estadual.
Ferreira afirmou à reportagem que recebeu uma carta de anuência da direção do PV para deixar a sigla.
“Tomei todas as providências necessárias perante meu antigo partido. Estou seguro quanto a esta movimentação”, concluiu o vereador.