Presidente do PSB em Minas Gerais, o prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto, diz que o partido buscará uma opção “viável e moderada” na disputa pelo governo de Minas Gerais caso o senador Rodrigo Pacheco, na sigla há um mês, decida não concorrer. Nessa terça-feira (5), o ex-presidente do Congresso Nacional sinalizou que baterá o martelo sobre o tema até o fim de maio.
De acordo com Otacilinho, a definição de Pacheco a respeito de uma candidatura ou não será de foro pessoal. Embora o senador seja o nome prioritário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a corrida ao Palácio Tiradentes, o dirigente afirmou que a intenção do PSB é montar uma campanha despida de rótulos ideológicos à esquerda e à direita.
“As pessoas querem saber se os hospitais regionais vão funcionar a pleno vapor e se vai haver vagas para todas as crianças nas creches. A gente está precisando sair desse discurso partidário — e é isso que queria ver nesta eleição — e vir com um discurso (sobre) como governar o estado com (cerca de) R$ 200 bilhões de dívida. Qual a solução real? Fazer vídeo não vai resolver problema do estado”, analisou, a O Fator.
A questão fiscal é, na visão de Otacilinho, um dos pontos fulcrais da eleição estadual. Segundo ele, o governador que tomar posse no ano que vem terá de lançar mão da interlocução com o Palácio do Planalto para administrar o cumprimento das regras do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que prevê a redução do passivo bilionário por meio de caminhos como a federalização de bens.
“Sem isso (interlocução), o governador praticamente não terá condições de fazer grandes obras e realizações”, pontuou.
O ‘bom tempo’ de Pacheco
Rodrigo Pacheco estipulou o fim de maio como prazo para a definição antes de sessão solene do Senado. De acordo com ele, trata-se de um “bom tempo” para resolver o impasse.
Como O Fator antecipou, o parlamentar quer novas conversas com Lula e aliados antes de fechar questão. A equação envolve a necessidade de assegurar estrutura de campanha e garantias para uma eventual derrota.
Pacheco também busca, junto ao Executivo federal, o compromisso de que terá apoio para gerir um estado em situação financeira delicada.
