Pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB, Gabriel Azevedo admitiu que ainda não definiu quem será o vice em sua chapa para as eleições de 2026, negou qualquer possibilidade de desistir da corrida eleitoral e afirmou que quer blindar a composição de um “arranjo de Brasília”.
Em entrevista a O Fator durante o Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), Gabriel afirmou que a definição do nome dependerá da acomodação de alianças políticas e criticou escolhas feitas “na pressa”.
“O risco de escolher um vice com pressa é grave, porque ninguém tem garantia de vida eterna. O pior pode acontecer. O vice precisa ser muito bem escolhido. Não pode ser um arranjo de Brasília, não pode ser algo apressado, e tem que haver sintonia, primeiro, de projeto”, declarou.
Ao ser questionado se já possui um nome para a vice, o emedebista evitou antecipar definições e afirmou que o partido ainda dialoga com outras forças políticas.
“O MDB é realmente plural, é muito diverso, então tem capacidade de diálogo com outras frentes políticas. Nós temos que esperar um pouco a água passar e entender como vão se acomodar outras legendas, outros partidos, outras pessoas nesse processo”, disse.
Gabriel também afirmou que o período em que fazia política “em primeira pessoa” ficou para trás e sinalizou que a construção da chapa será coletiva.
“A hipótese de eu anunciar agora, de forma solitária, não vai acontecer”, afirmou.
Durante a entrevista, o pré-candidato também minimizou o peso da discussão sobre o vice e defendeu que o foco da eleição esteja na equipe econômica do eventual governo.
“Mais importante do que perguntar quem é o vice hoje é perguntar: quem é o economista? Quem é a pessoa que vai orientar as decisões?”, declarou.
Gabriel citou o economista Marcos Lisboa como responsável pela coordenação socioeconômica de seu plano de governo e afirmou que Minas precisa discutir um projeto econômico, fiscal e financeiro antes das composições políticas.
O emedebista também negou qualquer possibilidade de abandonar a pré-candidatura e afirmou estar estruturando sua campanha no interior do estado com apoio da base histórica do MDB, além de prefeitos, vereadores e entidades locais.
