CPI vota quebra de sigilo de clínica de Contagem citada no caso Master

Clínica com receita de R$ 54 mil por ano emitiu mais de R$ 361 milhões em Notas Comerciais para inflar o Master
Clínica Mais Médicos, em Contagem
Clínica Mais Médicos, em Contagem: alvo da CPI. Reprodução/Google Street View

A CPI do Crime Organizado, no Senado, pautou para esta terça (31) um requerimento de quebra de sigilo da Clínica Mais Médicos, em Contagem, citada em relatório da Polícia Federal na 1ª fase da Operação Compliance Zero, em novembro.

Também em novembro, O Fator revelou que essa clínica manteve por um ano contrato com serviço de saúde de Contagem.

O requerimento é de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE).

Costa escreveu: “A Clínica Mais Médicos S A, segundo apurações da imprensa e da Polícia Federal, funcionou como negócio fraudulento no esquema de Daniel Vorcaro e do Banco Master que empregou como laranja a Senhora Valdenice Pantaleão, beneficiária do auxílio emergencial, na posição de presidente da empresa”.

Trecho da decisão de Dias Toffoli em janeiro deste ano.

Em janeiro deste ano, decisão de Dias Toffoli citou relatório da Procuradoria da República em São Paulo, segundo o qual a clínica “emitiu R$ 361.147.355,00 em NCs [Notas Comerciais] sem quaisquer garantias, sendo que seu capital social integralizado era zero e sua receita operacional bruta anual (R$ 54.079,64 em 2023) era superada pelo valor da dívida em mais de 6.500 vezes”.

O Fator tentou contato com a Clínica Mais Médicos nos telefones fixo e celular, sem sucesso. Um robô atende às chamadas no fixo, mas não é possível agendar uma consulta ou falar com um atendente. Um vizinho da clínica relatou à reportagem ter ouvido que a clínica estava atrasando o aluguel do prédio.

O perfil da clínica no Instagram é privado – só quem é seguidor autorizado pode ver.

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