Ex-presidente do TCE se filia ao PSD e vai atuar na coordenação da campanha de Viana

Toninho Andrada aproveitou embarque de senador em novo partido para oficializar movimento
O ex-prefeito Toninho Andrada
Toninho Andrada está na equipe política de Viana. Foto: Raíla Melo/ALMG

O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e ex-deputado estadual Toninho Andrada se filiou ao PSD nessa quarta-feira (1°). Andrada vai integrar a coordenação da campanha à reeleição do senador Carlos Viana, igualmente recém-chegado aos quadros pessedistas.

Andrada, que também foi prefeito de Barbacena (Campo das Vertentes) e presidiu a Associação Mineira de Municípios (AMM), será um dos responsáveis pela articulação política de Viana, prospectando apoios e alianças, sobretudo no interior.

A intenção de ter Viana como candidato à reeleição já foi externada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Como O Fator mostrou, a boa relação entre o parlamentar e o cacique pessedista foi fundamental para a filiação, que começou a ser desenhada na semana passada, em Brasília (DF).

Também pertencente ao PSD, o governador Mateus Simões prometeu, ao ex-secretário de Estado de Governo de Minas, Marcelo Aro (PP), uma das vagas ao Senado em sua coalizão. Antes da chegada de Viana à nova casa, o chefe do Executivo estadual havia sinalizado que Aro poderia formar dobradinha com um nome indicado pelo PL, que tem como pré-candidato à Casa Alta do Congresso Nacional o deputado federal Domingos Sávio.

Nesta semana, contudo, na esteira do ingresso no PL do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, o governador disse ver disposição dos liberais de lançar chapa própria ao Palácio Tiradentes. Nesse cenário, pontuou, seu palanque poderia ter a dupla Aro-Viana.

“Se ele (Viana) se filiar, tenho uma segunda vaga ao Senado, que a gente estava discutindo com o PL, mas o PL, aparentemente, está filiando um candidato a governador nesta semana. Isso está me parecendo que o PL está dizendo que não tem interesse, neste momento, na composição. Daqui até a eleição tem muito tempo. Pode acontecer muita coisa. Mas a vinda do Viana não significa nada além do fato de que a gente teria um segundo candidato ao Senado”, sentenciou, na terça-feira (31), um dia antes de Viana assinar a ficha de adesão ao PSD.

Panos quentes após tensão

A entrada de Viana na legenda de Kassab na condição de pré-candidato ao Senado desagradou Marcelo Aro. Ele afirmou não ter sido consultado sobre a costura.

“Acho que nos coloca numa posição de desconforto, porque só tem duas vagas para o Senado, e agora nós temos três candidaturas. A minha candidatura, a candidatura do Domingos Sávio, que deve ser o indicado do PL, e, agora, a candidatura do Carlos Viana”, alegou, ao Jornal O Tempo.

Viana, por sua vez, colocou panos quentes no imbróglio. De acordo com ele, a eleição deste ano demanda união das forças à direita.

“Posteriormente, o partido vai discutir (alianças) com todos os grupos envolvidos na eleição. Quanto mais apoios conseguirmos para a eleição de Mateus Simões, melhor para nós”, tergiversou.

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