Recém-filiado ao PSB, o ex-deputado estadual Célio Moreira aposta na confirmação da pré-candidatura ao governo de Minas Gerais do senador e correligionário Rodrigo Pacheco, para se eleger deputado federal pela primeira vez. Na semana passada, antes de oficializar seu ingresso no partido, Pacheco recebeu Moreira em Brasília (DF) e o convidou para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pela sigla.
O ex-parlamentar cumpriu três mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), um pelo PL e dois pelo PSDB, entre 2003 e 2014. Desde 2024, atua como consultor técnico da Prefeitura de Belo Horizonte.
De acordo com Moreira, o convite para trabalhar no Executivo municipal partiu do então prefeito Fuad Noman. À época, ele atuava como assessor no gabinete de Pacheco.
“Inicialmente, Fuad havia me convidado para assumir a secretaria municipal de Meio Ambiente. Depois, me chamou para atuar mais próximo ao governo, como consultor técnico, função que continuei exercendo após a posse do prefeito Álvaro Damião (União Brasil)”, diz.
Sem cravar o apoio de Damião a uma eventual candidatura de Pacheco a governador, Moreira afirma que o prefeito de BH e o ex-presidente do Congresso Nacional são “amigos muito próximos”.
A expectativa de dirigentes do PSB mineiro é que, confirmada a candidatura de Pacheco ao Palácio Tiradentes, o partido volte a ter representação no Congresso Nacional — o último foi Vilson da Fetaemg, eleito em 2018.
“Nossa avaliação é que, com o reforço dos pré-candidatos da chapa municipalista, temos condições de eleger pelo menos 3 deputados federais”, pontua.
Faltou renovar
Sobre o PSDB, seu antigo o partido, o Moreira acredita que após as eleições dos ex-governadores Eduardo Azeredo, Aécio Neves e Antonio Anastasia, os tucanos passaram a enfrentar problemas de renovação geracional.
“Lideramos grandes transformações no estado durante as gestões do PSDB. Infelizmente, não construímos uma nova geração de quadros capazes de manter o protagonismo tucano em Minas”, analisa.