Presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves disse, nesta quinta-feira (9), estar em diálogo com o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sobre uma possível aliança caso o parlamentar dispute o governo de Minas Gerais. Segundo Aécio, o impasse de momento é a proximidade de Pacheco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deseja tê-lo como palanque no estado.
Além de acenar ao ex-presidente do Congresso Nacional, o tucano teceu críticas ao governador Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição.
“Vejo em Rodrigo Pacheco um homem público qualificado para o cargo, mas aí vem o problema político: seu alinhamento é com o governo do presidente Lula. Temos conversado, ele busca ampliar sua (eventual) candidatura levando-a um pouco mais ao centro. Não sei se essa aliança com ele será possível, mas acho que ainda há espaço para a construção de um outro caminho”, afirmou, à Jovem Pan.
Ao tratar de Pacheco, Aécio lembrou que o senador ainda não bateu o martelo sobre concorrer ao Palácio Tiradentes. Segundo o dirigente, a decisão do parlamentar de se filiar ao PSB “estreita um pouco o seu campo de ação política”.
“Vamos conversar nas próximas semanas. Acredito firmemente que existe, ainda, a possibilidade de construirmos uma alternativa ao centro em Minas. Como existe, também, a meu ver — e é minha enorme disposição — (a possibilidade de) tentar construir um caminho ao centro na política nacional”, completou.
Simões terá dificuldades de ‘mostrar o que foi feito’
Ainda conforme o presidente do PSDB, Mateus Simões terá problemas para apontar, ao eleitor, feitos do governo de Romeu Zema (Novo), do qual foi vice entre janeiro de 2023 e março deste ano.
“Não vejo no (ex) vice-governador alguém preparado ainda para assumir esse cargo. Minas sofreu muito depois dos governos do PSDB. Tivemos um governo trágico do PT, sucedido por um governo não menos pobre do ponto de vista de realizações de Zema”, iniciou.
“O candidato de Zema vai ter muitas dificuldades, nos debates, de mostrar o que foi feito em Minas Gerais além do avanço de endividamento. Nenhum programa estruturante, nada relevante na qualidade da saúde e da educação”, finalizou.
Além das pontes de diálogo com Rodrigo Pacheco, os tucanos chegaram a conversar com Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao governo mineiro. Depois, foram sondados pelo ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos), sobre a viabilidade de composição em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Cleitinho Azevedo, também do Republicanos.
