Interlocutores do mercado financeiro ouvidos por O Fator acreditam que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) pode lançar, já nesta semana, os documentos referentes ao processo de privatização. A publicação do arcabouço nos próximos dias é vista como importante para viabilizar a conclusão da desestatização até o mês que vem.
A modelagem aprovada pelos acionistas da estatal de saneamento tem dois caminhos. Um, considerado prioritário nos bastidores, contempla a negociação de 30% dos 50,03% sob a posse do governo do estado a um parceiro de referência. Outros 15% seriam lançados para oferta no mercado. O restante — 5% — se manteria nas mãos do poder público.
O outro percurso, tido como secundário, gira em torno da autorização para o governo estadual vender até a totalidade dos seus títulos. Seria, na prática, a transformação em corporação.
O eventual lançamento da oferta nesta semana seria uma antecipação em relação ao cronograma traçado pela Copasa no início deste mês. À ocasião, a intenção era divulgar formalmente as regras perto do dia 20, com prazo para a entrega de documentação até o encerramento de abril.
Como O Fator já mostrou, a Perfin, maior acionista privada da companhia, não pretende entrar na corrida pela fatia destinada a um parceiro de referência. Os fundos do grupo miram adquirir uma parte dos 15% que serão franqueados ao mercado.
