O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o principal homenageado da edição deste ano da Medalha da Inconfidência, concedida pelo governo de Minas Gerais. Tarcísio será agraciado com o Grande Colar, principal grau da honraria, entregue em 21 de abril na cidade de Ouro Preto.
Será a primeira edição da Medalha da Inconfidência no governo de Mateus Simões (PSD). Tarcísio, curiosamente, é correligionário do senador Cleitinho Azevedo, que cogita disputar o Palácio Tiradentes contra Simões em outubro. O pessedista, entretanto, vem buscando se aproximar do parlamentar e de seu partido.
No ano passado, o agraciado foi o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em 2024, os holofotes foram para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que recebeu o Colar semanas depois, em São Paulo (SP).
O Grande Colar é reservado a figuras que exercem — ou já exerceram — cargos de chefia governamental ou de liderança de um dos Poderes da União. Abaixo desse nível, há três outros patamares condecorativos: Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu o Grande Colar em 2019, primeiro ano da gestão de Romeu Zema (Novo). Em 2022, foi a vez do senador Rodrigo Pacheco (PSB). O também ex-presidente Michel Temer (MDB) ficou com a edição de 2023 da honraria.
A concessão da comenda nos anos iniciais dos mandatos de chefes do Executivo federal, a propósito, é uma espécie de tradição. Em 2003, o escolhido foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Dilma Rousseff, também do PT, recebeu o Grande Colar de 2011. Nomes internacionais, como Nelson Mandela, que recebeu homenagem póstuma em 2017, já foram lembrados.
