As mensagens de coronéis que deixaram as articulações por PEC do reajuste da Segurança

Agenda nesta sexta-feira (24) na Cidade Administrativa reunirá representantes dos militares e da secretaria de Estado de Governo
coronel mendonça
Tenente-coronel Mendonça foi um dos homenageados pelo governador Mateus Simões (PSD) na cerimônia dessa terça em Ouro Preto. Foto: Agência Minas

O tenente-coronel Domingos Sávio de Mendonça, que ganhou notoriedade em 2019, após divulgar um áudio com ameaças ao ex-governador Romeu Zema (Novo), e a coronel Cláudia Romualdo, ex-chefe do Comando de Policiamento de Belo Horizonte, informaram a aliados nessa quarta-feira (22) que não fazem mais parte das articulações pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 40/2024. O texto, encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no ano retrasado, autoriza o governo estadual a reajustar anualmente os salários das forças de segurança.

Em mensagens de texto obtidas por O Fator, Cláudia afirma que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e sua assessoria não participarão da reunião desta sexta-feira (24), na Cidade Administrativa, entre as entidades representantes das tropas e a Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Conforme mostrou a reportagem, em reunião com lideranças sindicais nessa quarta, Nikolas apontou que sua atuação se limitou a intermediar o diálogo entre os militares e a equipe do governador Mateus Simões, do PSD.

Já o tenente-coronel Mendonça, um dos padrinhos da PEC, disse que deixa as negociações com “total confiança” em Simões, no secretário de Estado de Governo, Castellar Neto, e no ex-chefe da pasta, Marcelo Aro (PP).

“A aprovação dessa PEC será a Lei Áurea da Segurança Pública, pois nenhum policial terá de submeter-se a servir de bucha de canhão da indústria da mendicância e aqueles que protegem a sociedade terão o direito de natureza alimentar protegido pela Constituição do Estado”, escreveu.

Na terça-feira (21), Mendonça foi um dos condecorados pelo governador com a Medalha da Inconfidência, honraria entregue no município de Ouro Preto durante as celebrações pelo Dia de Tiradentes.

Foi durante a cerimônia em homenagem ao Mártir da Inconfidência, aliás, que Simões anunciou o apoio à PEC. Ele falou sobre o tema minutos após divergir do prefeito ouro-pretano, Ângelo Oswaldo (PV), sobre a implantação de escolas cívico-militares.

Eleito vice-governador na chapa liderada por Zema em 2022, o pessedista tem buscado se aproximar dos militares em sua pré-campanha à reeleição.

Leia também:

As mensagens de coronéis que deixaram as articulações por PEC do reajuste da Segurança

O Superciclo da Infraestrutura: Lições do Passado e o Protagonismo de Minas Gerais

Quando a ‘vibe do six-seven’ deixa de ser um meme e passa a definir uma grave crise

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse