Quase 40% das cidades mineiras habilitadas para receber recursos federais para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) ainda estão irregulares e podem ficar sem o dinheiro. Das 94 prefeituras aptas a ganhar a verba, 37 ainda não concluíram o processo. Outras 59 já cumpriram os requisitos para receber R$ 126,9 milhões para UBS.
Além disso, cinco municípios vão ficar com R$ 12,5 milhões para a construção de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). No total, Minas Gerais concentrou R$ 139,9 milhões em investimentos para ampliação da rede pública.
Confira os municípios ao fim da matéria.
A lista das cidades irregulares foi identificada após cruzamento de dados feito por O Fator entre as prefeituras habilitadas e as efetivamente contemplados pelo Ministério da Saúde.
Segundo a pasta, os recursos já foram liberados para os municípios que cumpriram todas as etapas exigidas do Novo PAC Saúde.
O prazo original para conclusão da etapa preparatória deveria ter sido encerrado em 25 de março, mas, conforme adiantado por O Fator, foi prorrogado devido ao baixo nível de regularização dos municípios em todo o país. O novo limite é 31 de maio e não haverá nova prorrogação.
Força-tarefa
Para evitar a perda dos recursos, o Ministério da Saúde montou uma força-tarefa de apoio técnico aos estados e municípios.
A estratégia inclui projetos padronizados de engenharia e arquitetura, modelos de licitação, orientação direta por equipes regionais e suporte contínuo para atualização das informações no Sistema de Monitoramento de Obras da Saúde (Sismob).
A medida busca destravar problemas administrativos e acelerar o início das obras.
Em todo o Brasil, o Novo PAC Saúde prevê R$ 1,2 bilhão para a construção de 541 novas unidades em 26 estados.
Municípios contemplados – UBS
- Três Pontas – 2.542.000
- Lagoa Santa – 2.542.000
- Carmésia – 1.988.000
- Teófilo Otoni – 1.988.000
- Frutal – 1.988.000
- Barroso – 1.988.000
- Patrocínio do Muriaé – 1.988.000
- Pedralva – 1.988.000
- Coimbra – 1.988.000
- Padre Carvalho – 1.988.000
- Brasília de Minas – 1.988.000
- Urucuia – 1.988.000
- Várzea da Palma – 1.988.000
- Virgem da Lapa – 1.988.000
- Novo Cruzeiro – 1.988.000
- São Sebastião da Bela Vista – 1.988.000
- Ubaí – 1.988.000
- Carbonita – 1.988.000
- Frei Lagonegro – 1.988.000
- Alpinópolis – 1.988.000
- Piranga – 1.988.000
- Centralina – 1.988.000
- Machacalis – 1.988.000
- Diogo de Vasconcelos – 1.988.000
- Riachinho – 1.988.000
- Dom Bosco – 1.988.000
- Mata Verde – 1.988.000
- Itaverava – 1.988.000
- Tocos do Moji – 1.988.000
- Cachoeira da Prata – 1.988.000
- Cássia – 1.988.000
- Carvalhópolis – 1.988.000
- Cajuri – 1.988.000
- Manhuaçu – 1.988.000
- Conceição do Rio Verde – 1.988.000
- Igarapé – 2.542.000
- Campo Florido – 1.988.000
- Lassance – 1.988.000
- Felício dos Santos – 2.542.000
- Patrocínio – 2.542.000
- Águas Formosas – 1.988.000
- Belo Horizonte – 5.214.000
- Papagaios – 1.988.000
- Ipaba – 1.988.000
- Miraí – 1.988.000
- Alvinópolis – 1.988.000
- Durandé – 1.988.000
- Santana de Pirapama – 1.988.000
- Catas Altas da Noruega – 2.542.000
- São Francisco – 1.988.000
- Tarumirim – 1.988.000
- Caratinga – 2.542.000
- Ferros – 1.988.000
- Coronel Fabriciano – 2.542.000
- Janaúba – 2.542.000
- São Sebastião do Paraíso – 1.988.000
- Jequeri – 2.542.000
- João Monlevade – 2.765.371
- Joaíma – 2.012.825
Municípios contemplados – CAPS
- Francisco Sá – 2.506.000
- Novo Cruzeiro – 2.506.000
- Urucuia – 2.506.000
- Manga – 2.506.000
- Mário Campos – 2.506.000
Municípios irregulares (UBS) – podem não receber recursos
- Alfenas
- Almenara
- Areado
- Ataléia
- Betim
- Bonfinópolis de Minas
- Carmo do Rio Claro
- Caxambu
- Coromandel
- Cristália
- Delta
- Divino
- Elói Mendes
- Governador Valadares
- Ibirité
- Igaratinga
- Itacarambi
- Itajubá
- Juiz de Fora
- Luislândia
- Maria da Fé
- Mariana
- Monte Sião
- Nova Lima
- Peçanha
- Pirapora
- Ponte Nova
- Presidente Olegário
- Rio Piracicaba
- Sabará
- Santa Fé de Minas
- Santa Luzia
- Toledo
- Uberlândia
- Unaí
- Viçosa
- Visconde do Rio Branco