As 37 cidades de Minas habilitadas para receber UBS, mas sob risco de perder o recurso

Prazo foi estendido e prefeituras têm até 31 de maio para regularizar a situação; 64 cidades receberam R$ 139,9 mi para a saúde
Fachada de UBS
Noventa e quatro UBS foram habilitadas em Minas. Fábio Marchetto / SES-MG

Quase 40% das cidades mineiras habilitadas para receber recursos federais para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) ainda estão irregulares e podem ficar sem o dinheiro. Das 94 prefeituras aptas a ganhar a verba, 37 ainda não concluíram o processo. Outras 59 já cumpriram os requisitos para receber R$ 126,9 milhões para UBS.

Além disso, cinco municípios vão ficar com R$ 12,5 milhões para a construção de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). No total, Minas Gerais concentrou R$ 139,9 milhões em investimentos para ampliação da rede pública.

Confira os municípios ao fim da matéria.

A lista das cidades irregulares foi identificada após cruzamento de dados feito por O Fator entre as prefeituras habilitadas e as efetivamente contemplados pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, os recursos já foram liberados para os municípios que cumpriram todas as etapas exigidas do Novo PAC Saúde.

O prazo original para conclusão da etapa preparatória deveria ter sido encerrado em 25 de março, mas, conforme adiantado por O Fator, foi prorrogado devido ao baixo nível de regularização dos municípios em todo o país. O novo limite é 31 de maio e não haverá nova prorrogação.

Força-tarefa

Para evitar a perda dos recursos, o Ministério da Saúde montou uma força-tarefa de apoio técnico aos estados e municípios.

A estratégia inclui projetos padronizados de engenharia e arquitetura, modelos de licitação, orientação direta por equipes regionais e suporte contínuo para atualização das informações no Sistema de Monitoramento de Obras da Saúde (Sismob).

A medida busca destravar problemas administrativos e acelerar o início das obras.

Em todo o Brasil, o Novo PAC Saúde prevê R$ 1,2 bilhão para a construção de 541 novas unidades em 26 estados.

Municípios contemplados – UBS

  1. Três Pontas – 2.542.000
  2. Lagoa Santa – 2.542.000
  3. Carmésia – 1.988.000
  4. Teófilo Otoni – 1.988.000
  5. Frutal – 1.988.000
  6. Barroso – 1.988.000
  7. Patrocínio do Muriaé – 1.988.000
  8. Pedralva – 1.988.000
  9. Coimbra – 1.988.000
  10. Padre Carvalho – 1.988.000
  11. Brasília de Minas – 1.988.000
  12. Urucuia – 1.988.000
  13. Várzea da Palma – 1.988.000
  14. Virgem da Lapa – 1.988.000
  15. Novo Cruzeiro – 1.988.000
  16. São Sebastião da Bela Vista – 1.988.000
  17. Ubaí – 1.988.000
  18. Carbonita – 1.988.000
  19. Frei Lagonegro – 1.988.000
  20. Alpinópolis – 1.988.000
  21. Piranga – 1.988.000
  22. Centralina – 1.988.000
  23. Machacalis – 1.988.000
  24. Diogo de Vasconcelos – 1.988.000
  25. Riachinho – 1.988.000
  26. Dom Bosco – 1.988.000
  27. Mata Verde – 1.988.000
  28. Itaverava – 1.988.000
  29. Tocos do Moji – 1.988.000
  30. Cachoeira da Prata – 1.988.000
  31. Cássia – 1.988.000
  32. Carvalhópolis – 1.988.000
  33. Cajuri – 1.988.000
  34. Manhuaçu – 1.988.000
  35. Conceição do Rio Verde – 1.988.000
  36. Igarapé – 2.542.000
  37. Campo Florido – 1.988.000
  38. Lassance – 1.988.000
  39. Felício dos Santos – 2.542.000
  40. Patrocínio – 2.542.000
  41. Águas Formosas – 1.988.000
  42. Belo Horizonte – 5.214.000
  43. Papagaios – 1.988.000
  44. Ipaba – 1.988.000
  45. Miraí – 1.988.000
  46. Alvinópolis – 1.988.000
  47. Durandé – 1.988.000
  48. Santana de Pirapama – 1.988.000
  49. Catas Altas da Noruega – 2.542.000
  50. São Francisco – 1.988.000
  51. Tarumirim – 1.988.000
  52. Caratinga – 2.542.000
  53. Ferros – 1.988.000
  54. Coronel Fabriciano – 2.542.000
  55. Janaúba – 2.542.000
  56. São Sebastião do Paraíso – 1.988.000
  57. Jequeri – 2.542.000
  58. João Monlevade – 2.765.371
  59. Joaíma – 2.012.825

Municípios contemplados – CAPS

  1. Francisco Sá – 2.506.000
  2. Novo Cruzeiro – 2.506.000
  3. Urucuia – 2.506.000
  4. Manga – 2.506.000
  5. Mário Campos – 2.506.000

Municípios irregulares (UBS) – podem não receber recursos

  1. Alfenas
  2. Almenara
  3. Areado
  4. Ataléia
  5. Betim
  6. Bonfinópolis de Minas
  7. Carmo do Rio Claro
  8. Caxambu
  9. Coromandel
  10. Cristália
  11. Delta
  12. Divino
  13. Elói Mendes
  14. Governador Valadares
  15. Ibirité
  16. Igaratinga
  17. Itacarambi
  18. Itajubá
  19. Juiz de Fora
  20. Luislândia
  21. Maria da Fé
  22. Mariana
  23. Monte Sião
  24. Nova Lima
  25. Peçanha
  26. Pirapora
  27. Ponte Nova
  28. Presidente Olegário
  29. Rio Piracicaba
  30. Sabará
  31. Santa Fé de Minas
  32. Santa Luzia
  33. Toledo
  34. Uberlândia
  35. Unaí
  36. Viçosa
  37. Visconde do Rio Branco

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

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