O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) utilizou a expressão “é gente cuidando de gente” em uma das inserções do PDT mineiro que começaram a ir ao ar nas emissoras de Rádio e TV do estado na última sexta-feira (1º).
Observadores mais atentos lembraram que o bordão usado por Kalil foi uma das principais marcas, além do “isso dá para fazer”, do ex-deputado federal Leonardo Quintão em sua campanha à prefeitura da capital mineira em 2008.
Na época, Quintão chegou a liderar pesquisas, mas acabou ultrapassado por Lacerda. Os bordões do ex-deputado, agora copiados pela pré-campanha de Kalil, chegaram a fazer sucesso e, depois, foram alvos de sátiras por parte da campanha de Lacerda.
Quintão concorreu pelo MDB, e foi derrotado no segundo turno pelo ex-prefeito Marcio Lacerda, que, pelo PSB, comandou a administração municipal por oito anos consecutivos. Lacerda foi sucedido justamente por Kalil, que venceu o pleito de 2016 pelo antigo PHS.
Em 2008, Marcio Lacerda tornou-se o primeiro prefeito de uma grande capital eleito com o apoio do PT e do PSDB. Protagonistas de todas as corridas presidenciais entre 1994 e 2014, petistas e tucanos se uniram pela vitória de Lacerda.
Já em sua vitoriosa campanha à reeleição em 2012, o pessebista manteve o apoio do PSDB, enquanto o PT lançou à disputa o ex-prefeito Patrus Ananias. Lacerda saiu vitorioso no primeiro turno.
Caminho para o Senado
Como mostrou O Fator, Leonardo Quintão e o também ex-deputado federal Toninho Andrada caminham para assumir os postos de suplentes do senador Carlos Viana (PSD) em sua corrida pela reeleição. A dupla, assim como o parlamentar, se filiou ao PSD na reta final da janela partidária.
Quintão terá papel central na coordenação de campanha do senador que presidiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros do colegiado.
Imbróglio
Na semana passada, a Justiça estadual condenou Alexandre Kalil por nepotismo. O juiz Danilo Couto Lobato, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal, entendeu que o político usou o cargo de chefe do Executivo da capital para nomear o irmão de sua então assessora jurídica e namorada para um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, (FPMZ) em 2020.
No ano passado, Kalil enfrentou outro revés na Justiça: foi condenado por não cumprir uma decisão judicial, o que o tornou inelegível por cinco anos. O caso ainda tramita no TJMG a partir de recurso de Kalil.